ESTÉTICA
- COLUNA DE MICROPIGMENTAÇÃO
BERENICE ROIG
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A BELEZA DA
RECONSTRUÇÃO
“Nada se iguala à
satisfação de perceber o olhar da pessoa no final
do procedimento de aréola. É como se tivesse recuperado
sua identidade, além de um claro resgate de feminilidade.”
A
área paramédica da micropigmentação
está diretamente ligada à recuperação
da autoestima da pessoa que se submete ao procedimento, pois geralmente
não nos está procurando somente por motivos estéticos.
Por
vezes nos deparamos com pessoas que carregam desde o nascimento
o desgosto de uma hipercromia muito aparente em seu corpo, outras
com cicatrizes no rosto em função de acidentes, ou
ainda os constantes casos de perda total ou parcial das aréolas
mamárias, após cirurgias.
Seja
qual for o caso, a pessoa vem de uma situação de estresse.
Felizmente está cada vez mais difundida no Brasil a solução
ideal para esses casos - a micropigmentação. Cada
caso deverá ser examinado cautelosamente para avaliar o procedimento
a adotar.
As
cicatrizes ao longo do corpo, por exemplo, devem ter atingido total
definição de cor (em torno de 2 anos) para um trabalho
de melhor efeito. Nos casos de aréola, em função
do uso de cores diferentes ao tom da pele, a micropigmentação
pode ser realizada assim que a paciente for liberada por seu médico.
Já
fiz reconstrução de aréola com pigmentos no
bloco cirúrgico logo após o final da cirurgia, mas
em geral sou procurada 120 dias após o procedimento cirúrgico.
Para que o trabalho na mama aparente naturalidade é preciso
que o profissional deixe fluir seu lado artista, pois deve lembrar
que o tecido da aréola natural é translúcido,
sua cor não é compacta. Além de apresentar
protuberâncias mais claras e mais escuras, o fundo não
tem uma cor somente, apresenta um degradée que pode ser em
vários tons de rosados ou marrons, dependendo da melanina
da pessoa.
Nada
se iguala à satisfação de perceber o olhar
da pessoa no final do procedimento de aréola. É como
se tivesse recuperado sua identidade, além de um claro resgate
de feminilidade.
Enfim,
a micropigmentação paramédica oferece a possibilidade
de camuflar cicatrizes, manchas escuras, acromias – inclusive
vitiligo quando estável. Nesses casos de manchas e vitiligo
a proposta real é trocar uma mancha que incomoda e chama
muito a atenção por outra menos aparente, mais parecida
com a cor da pele.
Essa
área paramédica surpreende agradavelmente o profissional
que busca soluções criativas para os mais variados
problemas que parecem não ter solução. Foi
o que aconteceu comigo ao combinar vários tipos de procedimentos
para reconstruir o umbigo que aparece nas fotos. Usei uma técnica
de relaxamento na cicatriz para baixá-la e amaciá-la,
fazendo adentrar mais. Sobre esse relaxamento foi feita uma camuflagem
cor da pele e depois um efeito de luzes e sombras com pigmentos.
Isso
tudo pode não resolver totalmente o problema, mas acalma
nossa alma o fato de uma “imperfeição”
não estar mais tão aparente. •

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Berenice
Roig ( Hotsite
)
Presidente da ABRAMI
Associação Brasileira de Micropigmentação
Mais informações:
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* Matéria
publicada na Revista Classic Life
Edição
nº 15 - INVERNO - 2009
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