MEDICINA
- COLUNA DE GINECOLOGIA
DRA. JULIANA LIMA DE ARAUJO
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HIPERTROFIA DOS PEQUENOS LÁBIOS VAGINAIS
(LÁBIOS VAGINAIS GRANDES)
A
hipertrofia dos pequenos lábios vaginais é a queixa
mais comum dentro da estética genital feminina. Acredita-se,
que uma em cada 1000 mulheres apresenta este problema. A hipertrofia
ocorre devido a causas hereditárias, congênitas ou
adquiridas. Normalmente, começa a aparecer quando a menina
entra na puberdade e cessa quando atinge o desenvolvimento hormonal
completo. O uso indiscriminado e abusivo de anabolizantes pode levar
a um aumento irreversível dos pequenos lábios e do
clitóris. O desconforto provocado pelos lábios volumosos
é de ordem estética, funcional e emocional. Uma boa
parte destas mulheres tem problemas em sua vida sexual, por vergonha
ou complexo da aparência dos seus órgãos genitais.
Muitas outras não usam biquínis e calças justas
devido ao constrangimento que isto lhes causa. Durante o ato sexual,
em alguns casos, pode ocorrer dor a penetração, devido
à dificuldade de deslizamento do pênis. Porém,
existem mulheres que não sentem nenhum desconforto e convivem
bem com esta situação. Ainda há muita resistência
em falar sobre esta alteração. Estou realizando uma
pesquisa sobre estética genital feminina e, numa análise
inicial, observei que a maioria das mulheres que referiam ter notado
alguma alteração em sua região genital, colocavam
apenas as iniciais de seu nome, enquanto que as demais se identificavam
com nome completo. Outro dado interessante é que várias
mulheres notaram alguma alteração, mas mesmo sabendo
que há tratamento para o problema, não o fariam. Em
breve, publicarei resultado parcial da pesquisa.
O tratamento consiste num procedimento cirúrgico chamado
de ninfoplastia ou labioplastia. Como qualquer outro procedimento
cirúrgico, são necessários alguns exames de
análises clínicas, como provas de coagulação,
hemograma, glicemia e plaquetas. Realizo o mesmo a nível
ambulatorial, porém em ambiente hospitalar; a anestesia varia
conforme o caso, geralmente não uso somente local, devido
a grande sensibilidade desta área. O tempo cirúrgico
varia de 30 a 45 minutos. A técnica aplicada pode ser a retirada
de todo o excesso de pele ou parcialmente. Não é necessário
curativo, os fios são absorvidos, não havendo necessidade
de retirá-los. Geralmente não fica cicatriz aparente,
nem provoca perda da sensibilidade local. A recuperação
também varia de paciente para paciente, em média de
7 a 30 dias para voltar às atividades profissionais e aproximadamente
30 a 40 dias para as atividades sexuais.
Algumas pacientes apresentam problemas sexuais e acham que a cirurgia
pode resolver todos eles. Como a maioria dos problemas de sexualidade
já está enraizada emocionalmente, a cirurgia vai apenas
resolver o problema externo. Outro ponto a ser discutido é
sobre o resultado, muitas vezes a expectativa da paciente é
maior do que é possível fazer; para não haver
conflito no pós-operatório. Uma queixa bastante comum
é o excesso de pele ao redor do clitóris, porém,
não se pode retirar em demasia para não haver perda
da sensibilidade local, uma vez que o mesmo é um órgão
envolvido diretamente com a sexualidade feminina. Mesmo assim, consegue-se
deixá-los de forma harmônica.
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Dra.
Juliana Lima de Araújo ( Hotsite
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* Matéria
publicada neste site: 13.05.2007
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