MEDICINA
- COLUNA DE GINECOLOGIA E OBSTETRÍCIA
DRA. JULIANA LIMA DE ARAUJO
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TPM, SPM E SDPM
VOCÊ PODE VIVER SEM
Os sintomas pré-menstruais variam desde um leve desconforto,
que não causa problemas (Molime ou TPM) até outros
mais graves que causam significante prejuízo à qualidade
de vida (SDPM - Síndrome Disfórica Pré-Menstrual).
Atinge milhões de mulheres no mundo em idade reprodutiva,
desde a primeira até a última menstruação.
Tem duração de seis a sete dias de um ciclo menstrual
e causa um enorme impacto biopsicossocial, muitas vezes pelo resto
da vida.
Por
ser uma condição mal definida, que agrega manifestações
cíclicas, somáticas e psíquicas, variáveis
e inconstantes, e que desaparecem espontaneamente, ainda constitui
um desafio à Medicina. A etiologia é controversa e
pouco esclarecida, porém as evidências apontam para
o desequilíbrio dos hormônios sexuais. As queixas são
confundidas com problemas existenciais, desvios psicológicos
ou de personalidade, o que dificulta muito o seu reconhecimento
pelas mulheres e profissionais da saúde.
Atualmente
o Colégio Americano de Ginecologia e Obstetrícia define
a SPM (Síndrome Pré-menstrual) como uma ocorrência
de mastalgia, cefaléia, edema de extremidades e distensão
abdominal, além de irritabilidade, ansiedade, confusão,
depressão, explosões de raiva e retração
social durante os cinco dias anteriores à menstruação,
com alívio dos mesmos do quarto ao 13º dia do ciclo,
na ausência de terapia farmacológica/hormonal e do
uso de drogas/álcool.
A
Associação Americana de Psiquiatria considera necessária
a presença de pelo menos cinco dos seguintes sintomas: interesse
decrescente em atividades cotidianas, dificuldade de concentração,
perda de energia ou desânimo, insônia ou sonolência,
perda do controle, mastalgia ou inchaço, preferência
por alimentos doces; e pelo menos um dos seguintes: irritabilidade,
ansiedade, labilidade ou tensão emocional e humor deprimido;
confirmados por anotações diárias por pelo
menos dois ciclos. O teste mais aceito para o diagnóstico
de SPM/SDPM é a Gravação Diária dos
Problemas Severos.
Embora
muitas pesquisas tenham sido feitas nesta área nos últimos
anos, cerca de 90% das mulheres com SDPM ainda não são
diagnosticadas. O diagnóstico demora, em média, cinco
anos, e a paciente passa, em média, por quatro diferentes
profissionais.
O
objetivo do tratamento é a redução dos sintomas,
melhorando a qualidade de vida. São recomendadas mudanças
no estilo de vida, através de exercícios aeróbicos,
dieta pobre em carboidrato, sal e proteína, além de
diminuir drasticamente o consumo de álcool, café e
chá. A terapia comportamental é de grande valia. O
tratamento inclui antidepressivos, ansiolíticos, contraceptivos
hormonais, diuréticos, suplementos nutricionais e a opção
de não menstruar.
A
“sensação de sair da própria pele”
foi a primeira definição de TPM em 1931 e, ainda hoje
serve para traduzir em palavras os mais de 150 sintomas conhecidos
da mesma. •
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Dra.
Juliana Lima de Araújo ( Hotsite
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* Matéria
publicada na Revista Classic Life
Edição
nº 15 - INVERNO - 2009
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