
Alimentação saudável
pode ajudar
A MEMÓRIA
por
Dra Ana Paula Souza
Ao longo de 3 milhões de anos, o cérebro humano cresceu
e aprimorou-se. Esse crescimento foi determinado pelos alimentos disponíveis
na época. A base da alimentação era constituída
por alimentos como frutas, nozes, vegetais, plantas silvestres, raízes,
frutos do mar e peixes que são alimentos ricos em antioxidantes.
Esses alimentos foram primordiais no desenvolvimento cerebral. Ocorre
que, com a industrialização dos alimentos, os hábitos
alimentares se tornaram diferentes dos alimentos que propiciaram o
desenvolvimento cerebral. Essa mudança alimentar, que é
considerada relativamente rápida em relação ao
tempo que o cérebro demorou para desenvolver-se, pode não
ser benéfica, ocorrendo estados anormais como a depressão,
psicose, perda de memória, diminuição da inteligência,
entre outros.
Isso
ocorre porque grande parte dos alimentos da atualidade que consumimos
não contém todos os nutrientes que o cérebro
necessita e, ainda, pioram seu desenvolvimento normal através
de aditivos químicos utilizados em sua preparação.
O cérebro precisa de nutrientes com base em sua memória
evolutiva, de alimentos comuns a ele há 40 mil anos atrás,
alimentos esses que são incompatíveis com a alimentação
atual e industrializada. Entretanto, voltar no tempo para adotar uma
alimentação daquela época é inconcebível,
porém, seria coerente fazer uma adaptação na
alimentação moderna, para um melhor funcionamento do
cérebro.
Dessa
forma, para nos aproximarmos de uma alimentação mais
saudável, devemos consumir alimentos ricos em gorduras ômega
3 que estão presentes em peixes gordos como salmão,
cavalinha, sardinha, nozes e óleo de semente de linhaça.
Evitar o excesso de ômega 6 presente em óleos vegetais,
consumir carne vermelha de forma moderada, diminuir o consumo de sódio,
açúcar e farináceos, adoçar os alimentos
com mel ou açúcar mascavo, evitar o consumo de industrializados
em geral e consumir muito o azeite de oliva extra virgem, óleo
de canola e de linhaça. Esses alimentos, além das frutas
e dos vegetais, contêm nutrientes benéficos ao cérebro
e ao bom funcionamento do organismo proporcionando maior tempo de
vida ao ser humano e de forma mais saudável. Sempre lembrando
que a prática de atividades física também proporciona
bem-estar ao cérebro e saúde e longevidade ao corpo,
devendo estar presente no dia a dia de todas as pessoas.
Dicas
para o consumo ideal dos óleos essenciais ao bom funcionamento
cerebral
Para se manter as propriedades dos óleos prensados a frio,
deve-se evitar aquecê-los para preservar seus compostos de aroma
e suas propriedades medicinais, senão a vantagem da extração
a frio é perdida. Esses óleos podem ser utilizados em
saladas, pratos frios e em pães na substituição
de manteigas e margarinas. Durante o preparo de alimentos aconselha-se
adicionar os óleos o mais tarde possível para diminuir
a exposição ao calor.
Todos
os ômegas, inclusive o ômega 6, são benéficos
à saúde, entretanto esse deve ser consumido em óleos
que contenham mais ômega 3 do que ômega 6 como, por exemplo,
o óleo de canola, o azeite extravirgem e o de linhaça,
pois, em função da alimentação atual ser
muito rica em ômega 6, estudos propõem a maior proporção
de utilização dos ácidos graxos ômega 3
do que de ômega 6, pois o contrário pode promover disfunções
celulares como o câncer, o diabetes, a artrite e deprimir o
sistema imunológico contra tumores.
O óleo
da semente de linhaça é reconhecido como uma das mais
ricas fontes de ômega 3, 6 e 9, sendo o único óleo
com alta concentração de ômega 3 - cerca de 57%
da sua composição. A raridade para se encontrar este
ácido faz com que a linhaça tenha um destaque importante
na alimentação. A deficiência da ingestão
desse ácido pode causar disfunções vitais em
nosso organismo. Já o óleo de oliva possui altas concentrações
de ômega 9, uma gordura monoinsaturada que faz parte da dieta
mediterrânea, tida como umas das mais saudáveis do mundo.
A utilização
desses óleos na dieta vem trazer excelentes propriedades funcionais
e um perfeito equilíbrio entre os ômegas (ácidos
graxos essenciais), que podem auxiliar na prevenção
de doenças cardiovasculares, na manutenção de
níveis saudáveis do colesterol, melhorar a função
cerebral, combater os radicais livres e outras disfunções
causadas pela alimentação moderna, tornando-se um ingrediente
indispensável na alimentação.
Observe
na tabela abaixo as diferenças dos ácidos graxos nos
óleos vegetais, lembrando que os melhores óleos vegetais
são os ricos em gorduras monoinsatutadas e ômega 3 e
os mais nocivos à saúde são os ricos em gorduras
saturadas e ômega 6.
Percentual em miligramas dos tipos de ácidos
graxos nos óleos vegetais:

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Dra.
Ana Paula Souza
Nutricionista - CRN 2556
Professora
de Educação Física - UEM
Especialista em Fisiologia Humana - UEM
Especializando em Nutrição Funcional - Necpar
Especializando em Fitoterapia - Ibracin
Atua
na Clínica de Nutrição Santé, Santa Casa
Saúde, Clínica Sant´ana e English House Idiomas
em Maringá/PR.
Mais
Informações:
Clínica de Nutrição Santé
Av. Cerro Azul, 217 - Zona 02 – Maringá – PR
Fone: (44) 3031.0802
E-mail: anapaula@clinicadenutricao.com.br
www.clinicadenutricao.com.br
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Matéria
publicada na Revista Classic Life
Edição
nº 18 - OUTONO - 2010
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