Classic Life • Colunista
 

  
COLUNA - PROGRAMAÇÃO NEUROLINGÜÍSTICA
DR. NELSON SPRITZER
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O CÉREBRO TRIÚNICO

“Muitos caminhos servem desde que se chegue ao porto desejado.”




A neurociência progrediu muito nos últimos anos. Paul McLean foi um dos pioneiros no estudo da “caixa preta” cerebral. Ele criou a teoria do cérebro triúnico. Segundo ela, nós não temos um só cérebro, mas três. Há muito tempo tínhamos apenas um, o chamado cérebro reptiliano, primitivo, parecido com o dos répteis atuais, dedicado à sobrevivência, reações de fuga ou luta e sexo. Posteriormente desenvolvemos o cérebro límbico que é o das emoções. Medo, paixão, inveja, raiva, ciúme e tudo mais foram criações dele. A mais recente criação foi o “novo cérebro”, o neo córtex, que é o centro da razão, da consciência, do pensamento abstrato, da capacidade de projetar o futuro, de planejar, de fazer-nos humanos.

É muito bom ter um cérebro dedicado à nossa sobrevivência, o reptiliano, capaz de nos fazer proezas físicas tidas como impossíveis quando nossa vida está em jogo. Também é importante o límbico porque é imprescindível ter emoções, sem as quais a vida não teria a menor graça, já que são elas que nos fazem humanos. É muito bom ter um cérebro racional. O problema acontece quando o cérebro reptiliano dispara e bloqueia os superiores. O mesmo ocorre quando o límbico dispara e bloqueia o superior, que é o racional, o lógico, o sensato.

Situações rotineiras utilizam o cérebro reptiliano para a resposta como, por exemplo, quando se está dirigindo à noite e um gato cruza em frente ao carro, a primeira reação é dar uma guinada brusca por instinto. Ou também em um incêndio, onde pessoas morrem porque não percebem rotas de fuga na sua frente. Outro exemplo é o de pessoas que acabam sendo mortas durante um assalto porque movem as mãos para pegar objetos dentro do carro. Já o cérebro límbico entra em ação em situações como quando uma pessoa se apaixona, compra vários presentes caros e três meses depois se arrepende e quer tudo de volta. Muitas mulheres conhecem o efeito de comprar mais do que deveria ou poderia simplesmente porque o vendedor seduz, encanta e elogia. Tem também o sujeito que ficou “cego de raiva”, destruiu o bar antes de ser preso e depois diz que não se recorda do que aconteceu.

Note que só conseguimos usar o cérebro racional, o neo córtex, quando os primitivos estão sossegados. Sendo assim, seguem algumas sugestões para acalmá-los e, portanto, ser mais racional:

1. Evite exposição à situações de risco acima do que você fica confortável;
2. Procure ter emoções mais positivas e com intensidade moderada, evitando situações de alta voltagem, mesmo positivas, a não ser que no momento seu desejo é ser irracional mesmo;
3. O melhor jeito de se conseguir tudo isso é tentar alcançar aquilo que os gurus já diziam há muito tempo, a busca da paz interior.


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>> Dr. Nelson Spritzer ( Hotsite )
Master Trainer em Programação Neurolinguística
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* Matéria publicada na Revista Classic Life
Edição nº 13 - NOV/DEZ/JAN - 2009

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