COLUNA
- PROGRAMAÇÃO NEUROLINGÜÍSTICA
DR. NELSON SPRITZER
________________________________

O PODER DAS PALAVRAS
“Pessoas
com maior vocabulário, mais
desenvolvimento linguístico, até mesmo bilíngues,
costumam ter melhores chances na vida.”
“E no princípio Deus criou o verbo…”. Até
mesmo a Bíblia traz primeiro as palavras e depois os eventos.
Parece um paradoxo, não é mesmo? Nossa razão
pede para que acreditemos na seqüência lógica:
as coisas acontecem e depois formamos palavras para definí-las.
Bem, se você pensa assim, você está certo e errado…
Deixe-me explicar melhor. De fato, nossas experiências acumuladas
ao longo da vida vão sendo armazenadas em nosso cérebro/mente
através de processos que envolvem os canais sensoriais (ver,
ouvir, sentir) e também nossa inexorável “mania”
de codificar o que percebemos através de palavras. Mesmo
o homem primitivo, e também a criança pequena, colocam
vocábulos próprios para definir as experiências.
Assim, elas só existem em nossa mente quando tem palavras
para definí-las e armazená-las.
Isso explica, por exemplo, porque os esquimós (Inuits) conseguem
sobreviver em qualquer lugar nevado e nós, se estivermos
sozinhos, provavelmente teremos imensas dificuldades. É que
o esquimó tem mais de 50 palavras diferentes para definir
as experiências de neve. Nós só temos uma: neve!
O mesmo fenômeno acontece com o “índio batedor”.
Lembra desta figura dos velhos filmes de caubóis? Pois não
é que o índio batedor, apesar de completamente ignorante
e com sérias deficiências cognitivas, conseguia “ver”
pistas no chão que o nosso herói da cavalaria americana
não conseguia… É que o índio foi criado
com muitos vocábulos (palavras) para definir as experiências
de perceber pistas na natureza, nós não.
Assim, fica fácil entender que pessoas com maior vocabulário,
mais desenvolvimento lingüístico, até mesmo bilíngües,
costumam ter melhores chances na vida, em geral. São mais
capazes de perceber as oportunidades e de entender onde e quando
podem agir para conseguir o que desejam. Pode-se dizer que o sucesso
está diretamente relacionado à capacidade lingüística
de cada indivíduo. Não é exagero afirmar que
se você quer que seu filho seja alguém na vida, vai
estimulá-lo a ler muito, escrever tanto quanto e falar, falar
muito também. Como dizia o Chacrinha: “Quem não
se comunica se trumbica”.
Aqui vem outra questão. Não basta saber e falar muitas
palavras para se conseguir melhores resultados na vida. É
fundamental adequar o tipo de palavra que escolhemos para falar
e o modo como a usamos.
Exemplo, falar “Eu não consegui resolver aquele problema”
é bem diferente de “Eu não consegui resolver
aquele problema AINDA”. Uma palavrinha no final muda o sentido
da frase. Outro exemplo, perceba a diferença entre dizer
“Se eu conseguir superar aquela dificuldade...” e “QUANDO
eu superar aquela dificuldade...”.
Frases negativas têm um efeito paradoxal, se tornam afirmações.
Duvida? Note a frase “Não quero mais estes péssimos
resultados” comparada a “Quero melhores resultados”.
A primeira frase remete ao problema e o enfatiza enquanto a segunda
remete à solução desejada.
Um último exemplo: “Você é muito importante
na nossa empresa mas temos alguns pontos a melhorar”. Note
como o MAS no meio da frase produz um efeito ruim, parece que o
que você diz depois dele anula o que disse antes. Não
seria melhor dizer a mesma frase assim: “Você é
muito importante na nossa empresa E temos alguns pontos
a melhorar”?
Conclusão: cuidado com o que sai da sua boca, primeiro porque
produz efeito na orelha alheia, segundo porque a sua orelha é
a primeira que escuta.
.
. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
>>
Dr.
Nelson Spritzer ( Hotsite
)
Master Trainer em Programação Neurolinguística
CRM 9545
Mais
informações:
Av. Iguaçu, 659 - Bairro Petrópolis
Porto Alegre - RS - Brasil
Tel.: 51 3338.2888
E-mail: dolphintech@dolphin.com.br
www.dolphin.com.br
.
. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
* Matéria
publicada na Revista Classic Life
Edição
nº 14 - MAR/ABR/MAI - 2009
<<
Voltar
.| <<
Voltar para Psicologia
| << Voltar para colunistas