Classic Life • Colunista
 

  
COLUNA - PROGRAMAÇÃO NEUROLINGÜÍSTICA
DR. NELSON SPRITZER
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ESCOLHAS OU OBRIGAÇÕES?

UM FALSO DILEMA





Você já notou que a sua vida é cheia de compromissos? Já percebeu que a maior parte dos compromissos é formada por coisas que você tem que fazer, tarefas que é obrigado a cumprir, encontros que precisa ter. Não admira que a vida seja tão pesada para a maioria das pessoas, é muito chato viver por obrigações, deveres e compromissos. Mas é possível viver de maneira diferente?

Se você examinar com cuidado, deixar de lado as interpretações e emoções ligadas aos seus deveres, você vai se dar conta que temos muito poucas obrigações de verdade. Entre as obrigações reais existem três inescapáveis: 1. Você deve morrer; 2. Você deve viver enquanto não morre; 3. Você deve mudar enquanto viver. As outras atividades que você pensa que são obrigações são, na verdade, escolhas. Você pensa que tem que voltar para casa após o trabalho. Errado, é a sua escolha voltar para casa, poderia não retornar. Bem, as conseqüências de não retornar poderiam ser tão desagradáveis que você pode preferir a primeira escolha, ainda assim, é uma escolha (no caso a melhor ou “menos pior”). Você pensa que tem que buscar seus filhos no colégio…, não tem que, vai porque quer. E se não for? As consequências serão tão ruins que você certamente prefere ir, mesmo assim, novamente, é uma escolha e não uma obrigação. Quase tudo o que faz, trabalhar, passear, comer fora, encontrar amigos, namorar, casar, descasar, estudar, brigar ou fazer as pazes, tudo isso são escolhas, em geral as melhores escolhas disponíveis, mas ainda assim, escolhas.

O problema é que quando falamos destas atividades corriqueiras falamos como se fôssemos obrigados, como se não tivéssemos escolhas. Isso torna uma boa parte das atividades chatas ou desagradáveis porque é ruim fazer algo por que tem que, porque devo… Você não vai encontrar um recém casado que diria: “Tenho que ir para a lua de mel”. Ele ou ela vão porque querem, nunca porque tem que. A sugestão é que você reexamine suas atividades tidas como “obrigatórias” e se certifique se são realmente obrigatórias. Vai se surpreender em descobrir que são escolhas. Neste caso passe a falar direito, diga que quer, que escolhe, que prefere no lugar de tem que, deve, é obrigado. Vai trabalhar porque quer, vai namorar quem quiser, vai sair ou voltar por escolha e assim por diante.

Uma das mais marcantes mentiras é quando dizemos: “tenho que visitar meus pais”. Você não tem que nada. Se visitá-los acreditando que tem que, senão vai se sentir culpado, a visita será conflitada, cheia de rancores e desavenças, o tempo custará a passar, será um castigo para ambos, você e seus pais. Neste caso é melhor que não vá. Se for, vá por escolha, vá porque quer estar com eles, enquanto quiser, diga quero visitar meus pais no lugar de tenho que visitá-los para que seu cérebro entenda o que você esta fazendo. Quando se faz o que se quer, a atividade é agradável, aceitável, interessante. Lembre-se, ninguém tem que dar presentes a outros, dê presentes porque quer dá-los e o ato de dar será um presente para ambos. •


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>> Dr. Nelson Spritzer ( Hotsite )
Master Trainer em Programação Neurolinguística
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* Matéria publicada na Revista Classic Life
Edição nº 15 - INVERNO - 2009

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