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JULIANO CEGLIA



INFORMAÇÃO E SAÚDE SOBRE DUAS RODAS





Juliano Ceglia, o Bike Repórter,
conta para Classic Life os segredos
de uma vida voltada para a saúde




Conhecido desde 2004 como o Bike Repórter, Juliano Ceglia é um jornalista de características singulares. Com 12 anos de estrada na TV, é uma das poucas pessoas que conseguiu unir no trabalho suas duas maiores paixões: esporte e jornalismo. Quem conheceu o personagem que leva informação a bordo de uma bicicleta não imagina que tudo o que seu criador faz está sustentado pelos pilares da saúde e qualidade de vida. Alimentação saudável, prática regular de exercícios físicos, consumo apropriado de água e uma vida regrada são alguns dos cuidados que garantem a energia e o sucesso de Juliano.

Agrega experiências em fotografia, teatro, música e vídeo reportagem. Entre estas estão inclusas atuações na Rádio e TV Bandeirantes, RedeTv!, Rede Record, ESPN Brasil, e, logicamente, a criação do quadro e do personagem Bike Repórter, com o qual ficou conhecido no programa Charme, apresentado por Adriane Galisteu, no SBT.

Revista Classic Life: Quando descobriu que sua paixão pelos esportes poderia ser aproveitada na sua profissão? Como surgiu o Bike Repórter? Imaginava que seria um sucesso?

Juliano Ceglia: Na época eu era repórter da Astrid na TV Bandeirantes, a diretora artística da emissora era a Marlene Mattos. Como eu já tinha experiência com videoreportagem (onde o próprio repórter opera a câmera), e utilizava a bike para me locomover em pequenas distâncias nas pautas que gravava, a idéia surgiu. Levei para Marlene Mattos, que logo me encaixou no Band Verão, em matérias de turismo. Pulei de cabeça, pois assim uniria as duas paixões da minha vida, tv e esportes. Foi o quadro de maior sucesso do Band Verão, em seguida me deram um programa na Rede 21 e com seis meses no ar veio o convite do SBT, para ficar ao lado da Adriane Galisteu.

RCL: Quando iniciou sua relação com o esporte?

JC: Quando criança praticava muitos esportes, no judô ganhei minha primeira medalha. Mas foi por causa de um princípio de desvio de coluna que comecei a nadar. Gostei da coisa e logo me profissionalizei. Disputando campeonatos descobri que era um velocista. Meu forte era os 50 metros livre. Estava decidido a ser um atleta profissional. Paralelamente a isso, meu pai me incentivou a correr de kart aos 11 anos. Por causa disso, a natação virou hobbie. No Kart descobri minha paixão e aos 15 anos dividia meu tempo na escola e no kartódromo de Interlagos. Meu pai faleceu quando eu estava com 16 anos de idade. Foi uma época bem difícil que me fez deixar de lado a vontade e a empolgação.

Passado este ano difícil, decidi me dedicar ao trabalho na Comunicação, até mesmo pelo incentivo do meu pai, que era jornalista (Paschoal Ceglia Neto). Virei fotógrafo, mas consegui um trabalho que incluía esporte, o bungee jump. Hoje pratico boxe e kite surfe. Como prefiro velejar no mar, ao invés de represa, tenho que visitar minha mãe na Barra da Tijuca/RJ para satisfazer minha vontade. E o boxe fica a cargo do mestre e campeão Miguel de Oliveira, na CIA Atlhética.

“Minha casa é o lugar que reservo para pensar em tudo o que faço. Lá passo momentos em que avalio minhas atitudes, meus erros, minhas próximas matérias, enfim, tudo o que me faz ser gente.”


RCL: O que mais faz para cuidar da saúde, além de cuidar da alimentação e praticar exercícios?


JC: Procuro não sair para festas ou baladas com freqüência. Prefiro uma noite de sono e uma paquera na raia da USP pela manhã à uma noite regada a bebida numa casa noturna.

RCL: Como é sua rotina diária? Dá tempo de cuidar da alimentação, fazer esportes e tudo mais com essa rotina atribulada?

JC: Habitualmente meu despertador toca às 6h30, mas sempre acordo minutos antes do primeiro toque, deve ser o tal relógio biológico. Minha preocupação com a saúde começa logo aí. Meu café da manhã é composto de duas fatias de pão integral, uma xícara de café, frutas e suspiro, isso mesmo, suspiro! Isso porquê minha dieta indica o consumo de fontes de energia pela manhã, inclusive o açúcar, encontrado no suspiro.

Em seguida vou direto para a academia fazer meu treino de musculação, pois nesta hora estou com muita disposição. Na seqüência cumpro meus compromissos, entre gravações, reuniões, fotos, pedaladas, criação das pautas e até atividades de ginástica laboral. No fim do dia, bem cansado, volto para a academia para fazer um treino aeróbico, hora da corrida, spinning ou do boxe. Atividades que intercalo diariamente e que me trazem muitos benefícios para a saúde. Se eu ficar um só dia sem cumprir minhas metas com meu corpo e minha saúde, fico emburrado (risos). Nada disso é um sacrifício, a dieta, os treinos ou o trabalho, essa é a vida que escolhi e estou feliz! Só falta uma namorada que acompanhe esse ritmo.

RCL: Você imagina sua vida sem essa sua preocupação com a saúde? Qual o espaço que isso ocupa na sua vida?

JC: De jeito algum. Cuidar do corpo e da saúde me faz sentir bem, não imagino como seria sem esta ocupação. Acho que não seria feliz.

RCL: Você mora em uma chácara. O contato com a natureza também é uma de suas prioridades?

JC: Tenho uma casa com um terreno de três alqueires na Granja Vianna, a dez minutos de São Paulo. Amo aquele lugar, principalmente por que era onde meu pai morava e também por causa dos meus cachorros, Kyra e Jab. Lá também tenho algumas bicicletas, onze ao todo, um saco de boxe, elástico para exercícios, corda e piscina. É um lugar que faz bastante frio no inverno e esquenta bem no verão. Ótimo para um jantar em frente à lareira ou tomar um banho de sol com a namorada.

RCL: Quais são suas atividades agora e quais os projetos futuros?

JC: Saí do SBT em março deste ano porque estava muito parado por lá e sou muito ansioso para receber sem fazer nada. Após minha saída criei uma meta para alcançar e, paralelamente a isso, me dedico a outros projetos. Apresento um programa de TV corporativa da Morana e Jin Jin, tenho uma produtora de vídeo, e faço um trabalho de ginástica laboral para franqueados junto a uma fisioterapeuta. Com relação a minha carreira, ainda não posso divulgar, mas posso dizer que estou focado na maior emissora do país. E este é meu foco de vida atual, esta emissora é o sonho de consumo de qualquer apresentador pelo profissionalismo com que trabalha.

RCL: Quais os benefícios que agregar qualidade de vida à sua profissão trouxe e continua trazendo?

JC: Me aproximou de pessoas do bem, marcas de patrocínio voltadas à saúde, esportes e bem-estar, e tudo o que envolve um estilo de vida Bike Repórter.

RCL: Como você vê essa preocupação atual das pessoas com o corpo perfeito?

JC: Acho super bacana a busca pelos esportes e atividades físicas, porém tem de haver um certo limite para saber onde é apenas estética, e onde entra a saúde. Como treino há muitos anos em academia, realmente vi um crescimento considerável de alunos. A maioria vai atrás da estética e, com isso, não tem paciência de esperar naturalmente a resposta do corpo. Com isso, entram nos anabolizantes e todas as drogas que envolvem este ambiente, que nada têm a ver com saúde.

“Acho super bacana a busca pelos esportes e atividades físicas, porém tem de haver um certo limite para saber onde é apenas estética, e onde entra a saúde.”

RCL: Qual a sua maior preocupação no trabalho quanto à imagem que você passa para o público? Você usa sua imagem para a conscientização do público quanto à importância de manter hábitos saudáveis?

JC: Eu e meu empresário temos uma ótima sintonia na questão da minha imagem. Nunca me vinculei a marcas de bebidas alcoólicas, recusamos propostas de programas de televisão que não somavam nada aos telespectadores, revistas que iriam degradar minha imagem em troca de dinheiro, enfim, podemos dizer em alto e bom tom, que tenho uma imagem limpa. Com isso tenho credibilidade para poder sugerir aos que gostam do meu trabalho, dicas de viagem, alimentação, festas bacanas, descobrir personagens interessantes, mostrar toda a riqueza que existe no Brasil, sempre com um estilo de vida saudável.

RCL: Qual a sua maior conquista durante esses 11 anos de trabalho?

JC:
Aprender a ultrapassar limites e barreiras para alcançar objetivos que pareciam impossíveis, com determinação, força e coragem, sem derrubar ninguém. Uma música do Lulu Santos resume bem isso: “eu não pedi pra nascer, eu não nasci pra perder, nem vou sobrar de vítima da circunstância...”.

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Capa: Juliano Ceglia

Fotos capa e matéria: Marcos Alberti
Make-up e cabelo: Zen Hair Studio
www.zenhairstudio.com.br

Assessoria Juliano Ceglia:
Gpalhares Artist Management
(11) 3832.7800
www.gpalhares.com.br
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* Matéria publicada na Revista Classic Life
Edição nº 13 - NOV/DEZ/JAN - 2009

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