
Dr. Maurício Pereira
IMPLANTODONTIA
E ODONTOGERIATRIA
DUAS ESPECIALIDADES, UM SÓ ESPECIALISTA
DR.
MAURÍCIO PEREIRA UNE ESPECIALIDADES
PARA OFERECER O MELHOR TRATAMENTO EM SAÚDE BUCAL
Quando o assunto é saúde bucal, existe uma apreensão
geral no que diz respeito ao tratamento de problemas já existentes.
Foi percebendo que esta postura é uma constante, que o Dr.
Maurício Pereira decidiu especializar-se para oferecer a seus
pacientes a prevenção e também a solução
para estes problemas. Pioneiro na união da Odontogeriatria
e da Implantodontia, ele mostra, em entrevista exclusiva à
Revista Classic Life, que é possível ter um sorriso
saudável e bonito em qualquer idade e, além disso, desfrutar
de uma saúde bucal impecável. Com o consultório
localizado em São Leopoldo (RS) cursa sua segunda especialização
em Implantodontia, pois tem consciência de que a permanente
formação e atualização são imprescindíveis
para oferecer o melhor serviço odontológico. Mais do
que remediar o mal já existente, Dr. Maurício prega
a importância da prevenção desde o nascimento.
Seu trabalho não visa somente tratar a saúde bucal de
seus pacientes, mas principalmente tratá-los como indivíduos
únicos e compreender a necessidade de cada um. Conheça
um pouco dessa nova visão sobre a Odontologia.
Quando
falamos em Odontogeriatria, vem à mente uma especialidade odontológica
direcionada apenas ao público idoso. Isso é verdade?
Quando é o momento de procurar um odontogeriatra?
É fato que a odontogeriatria é uma especialidade da
odontologia voltada ao tratamento dos problemas bucais relacionadas
ao envelhecimento do paciente, mas o envelhecimento do ser humano
começa a partir do nascimento. Após o nascimento estamos
em constante envelhecimento. É claro que uns envelhecem mais
rápido que outros e muitas bocas se apresentam com sérios
problemas de envelhecimento precoce. Pensando nisso devemos fazer
sempre uma avaliação com um odontogeriatra para identificar
o mais cedo possível um problema relacionado ao envelhecimento,
pois você pode até envelhecer mas sua boca não.
Você é um dos pioneiros na união das duas
especialidades, Odontogeriatria e Implantodontia, no Estado. Qual
a necessidade que essa prática vem atender?
Iniciei minha primeira pós-graduação em implantes
em 1998 e de lá para cá fui percebendo que o maior número
de pacientes com necessidades de reabilitação com implantes
era de idade elevada, e que o tratamento de uma pessoa com idade mais
avançada iria requerer de mim um conhecimento um pouco mais
profundo sobre o estado de saúde geral de pessoas dessa idade.
Isso acontece por que qualquer intervenção cirúrgica
envolve muito mais do que simplesmente dominar a técnica, e
sim enxergar que esse organismo a ser tratado já não
tem mais a mesma resposta orgânica frente ao procedimento realizado,
e que todas as necessidades especiais de um paciente idoso devem ser
melhor estudadas.
Quando se fala em tratamento de idosos, além dessa,
é importante que haja também uma interação
de especialidades que inicia no histórico clínico do
paciente. Como isso acontece e qual a finalidade?
O tratamento reabilitador em idosos não deve ser feito sem
que haja uma interação entre as especialidades, pois
é muito raro um paciente idoso que não tenha passado
frequentemente por tratamento com seu médico de confiança.
Com isso nós, odontogeriatras, temos que estar preparados para
interagir com conhecimentos junto ao seu médico, ou médicos.
Pois somente se inicia um tratamento reabilitador com implantes quando
temos a certeza de que esse tratamento trará benefícios
à sua saúde e não que seja mais um agravante.
Quais as diferenças da Odontogeriatria para Odontologia
comum? Como um profissional dessa área deve se preparar para
bem atender seus pacientes? Quais os cuidados que o senhor toma para
tratar seu público?
Todos nós Cirurgiões-Dentistas de formação,
temos como aprendizagem em universidade uma grande variedade de disciplinas
relacionadas à área de saúde bucal. Dentre essas
disciplinas estão a implantodontia e a odontogeriatria, porém,
na formação acadêmica, os temas são abordados
de uma maneira superficial. Portanto, para que possamos resolver todos
os problemas relacionados à uma área especifica, o estudo
e a dedicação devem ser de maneira integral, não
ficando nada para trás a ser compreendido e estudado, por isso
os especialistas têm uma segurança a mais a passar aos
seus pacientes.
Onde começa o planejamento de uma cirurgia de implante?
Primeiro é preciso deixar claro que um implante nada mais é
que uma raiz artificial colocada cirurgicamente na maxila ou mandíbula
do paciente em regiões onde há falta de um ou mais dentes.
Sabendo disso podemos afirmar que os pacientes precisam de próteses
e que os implantes servirão de um meio dessas próteses
se fixarem de maneira mais funcional na boca. Nenhum implante tem
finalidade na boca se sobre ele não for colocada uma prótese.
Por isso é muito importante saber a melhor posição
do pino de implante em boca para que o mesmo possa ser ativado com
uma prótese.
Qual
o papel da osseointegração e porque é a base
de uma cirurgia de implante?
O termo osseointegraçao é usado para definir o momento
em que o pino do implante é incorporado ao osso e que o implante
pode ser ativado com uma prótese para receber cargas mastigatórias.
De nada serviria um implante de titânio se esse não pudesse
receber cargas mastigatórias através de próteses
dentais. Para que esse pino possa entrar em função mastigatória,
ele deve estar ossseointegrado, por isso a importância da osseointegração.
Inicialmente os implantes eram privilégio de poucos,
mas hoje a realidade é outra. Qual a relação
custo-benefício para o paciente que opta pelos implantes?
No Brasil os implantes estão sendo utilizados já há
20 anos (marca comemorada recentemente em um congresso realizado em
São Paulo, reunindo os especialistas da área de todo
o Brasil e muitos paises do mundo). No início apenas poucos
profissionais que tinham condições de ir ao exterior
para aprender a nova técnica e trazer de lá componentes
cirúrgicos e protéticos é que conseguiam aplicar
a implantodontia no Brasil, e esse era um dos motivos de maior dificuldade,
pois sua execução acabava ficando com custo muito alto.
Porém, hoje muitas indústrias brasileiras, seguindo
todos os padrões internacionais, estão desenvolvendo
implantes e componentes que são distribuídos a todo
território nacional e internacional. O brasileiro uniu a técnica
apurada com grande criatividade e acabou desenvolvendo implantes e
componentes respeitados e usados pelas maiores clínicas de
implantes do mundo.
Existe
um preconceito geral quanto a optar pela extração dos
dentes naturais e aplicação de implantes. Atualmente
quando essa prática é indicada?
Para que os dentes possam ficar na boca eles devem desenvolver funções
importantes e indispensáveis, sendo uma delas a estética
e função mastigatória. Em muitos casos eles contêm
uma contaminação bacteriana que acaba gerando diversas
doenças, entre elas o câncer bucal e a endocardite bacteriana
(infecções de válvulas do coração
causadas pelas bactérias encontradas na boca). Por isso, em
muitos casos, para tirar o paciente desse quadro doentio o dente deve
ser removido e, em outros, mesmo o dente estando sadio pode também
ser substituído por implantes, sempre visando o bem estar futuro
do paciente.
Quais os tipos de implantes dentais disponíveis hoje?
O que há de novidades?
Os implantes atuais estão sendo desenvolvidos cada vez mais
visando o resultado final que é a prótese em boca cada
vez mais cedo. Por exemplo, há poucos anos atrás os
implantes ficavam em média de 4 a 6 meses sem função
na boca. Somente após esse período os implantes eram
ativados com próteses. Porém, em muitos casos não
era possível aguardar esse período, sendo necessário
ter em mãos uma maneira de reduzi-lo, e foi nessa redução
de tempo que os implantes foram mais estudados e modificados. As indústrias
estão desenvolvendo materiais que cada vez mais ajudam o titânio
dos implantes a fazer o seu papel de osseointegrar ao osso. As evoluções
vão desde o desenho do pino até mesmo um tratamento
superficial do material para interagir melhor com o organismo humano.
Quais as vantagens dos implantes com carga imediata?
A carga imediata de um implante é definida quando se coloca
o dente logo após a instalação do pino no osso.
A técnica possui várias vantagens, dentre elas a de
que se o paciente não se sentir mutilado, o sentimento de perda
do dente não é percebido e o seu convívio social
é mantido.
Pacientes que apresentam osteoporose podem optar pelo implante
dental?
Sim, muitos pacientes possuem essa doença nos ossos, porém
a incidência de osteosporose pode ser vista em ossos longos
como, por exemplo, nos membros inferiores e não se manifestar
nos ossos da face do mesmo paciente. Com isso, exames prévios
podem ser observados e o paciente pode sim usufruir dos benefícios
da implantodontia.
Pacientes que optam pelos implantes apresentam uma melhora
da autoestima? Além da saúde física, essa prática
auxilia na saúde psicológica das pessoas?
Sem dúvidas os dentes desempenham um grande papel na vida de
uma pessoa, pois pessoas sem dentes ou com próteses soltas
não conseguem triturar alimentos antes de ingerir e retirar
assim os nutrientes necessários para um bom desenvolvimento
de sua saúde. Aqueles que não possuem dentes sempre
são vistos pela sociedade como indivíduos que não
se cuidam, não têm higiene e consequentemente não
têm saúde.
Atualmente já existe o Banco de Ossos. Como isso facilita
a aplicação de implantes quando há necessidade
de enxerto?
Um dos poucos requisitos para que se consiga colocar implante em uma
pessoa é que ela possua osso para receber esse implante, porque
quando se perde um ou mais dentes, o organismo reabsorve o osso que
ali estava para segurar esse dente. Nesse momento precisamos lançar
mão do enxerto de osso para que num futuro próximo possamos
complementar o tratamento com o pino de implante. Esse osso a ser
enxertado é na maioria das vezes removido da área mais
próxima da cirurgia de implante, mas como a boca já
está sem osso, esse pode ser removido do quadril (crista ilíaca).
É aí que começa um dos maiores problemas da cirurgia
de enxerto: o pós-operatório da área doadora
fica em muitos casos muito dolorido e até mesmo implica no
uso de anestesia geral e de uma outra equipe cirúrgica para
a remoção desse osso em ambiente hospitalar. Com o grande
número de pessoas necessitando de osso para enxerto, a Odontologia
seguiu os passos de outra especialidade, como por exemplo, a Ortopedia,
que já domina o uso de osso em reconstruções
ósseas perdidas, com osso de outro ser humano. Então
o cirurgião-dentista especialista em implantes faz um curso
de credenciamento no Sistema Nacional de Transplante e fica apto a
receber osso humano congelado e processado a ser usado em enxerto
intraoral. Isso tudo é feito seguindo todos os padrões
de segurança contra qualquer tipo de infecção
entre o doador e o receptor do osso, diminuindo assim qualquer trauma
da cirurgia de remoção do osso.
Uma
das principais preocupações dos pacientes adeptos do
implante é a cirurgia. Hoje já existem opções
que possibilitam um procedimento menos invasivo, como o guia cirúrgico
computadorizado. Como ele funciona e como a tecnologia atua na Implantodontia?
Um grande avanço na cirurgia oral é com certeza o desenvolvimento
de Tomógrafos possibilitando a visualização do
interior desse osso em 3 dimensões. Um software é responsável
por nos passar as imagens do osso do paciente em tamanho real, onde
podemos através da tela do computador executar quantas vezes
for necessária a cirurgia, para somente após esses testes
e estudos passar a operar o paciente. Existe ainda a possibilidade
da cirurgia guiada, onde guias cirúrgicos são desenvolvidos
através dessas imagens e enviados ao cirurgião que pode
executar a cirurgia com toda precisão, sem mesmo passar uma
lâmina de bisturi na boca, possibilitando assim um mínimo
trauma e uma grande certeza de sucesso na instalação
correta do implante.
Você está cursando sua segunda especialização
em Implantodontia. Qual a importância da constante atualização
dos profissionais desta área?
Somente estudando é que percebemos que precisamos estudar cada
vez mais, pois, para poder oferecer o melhor aos nossos pacientes,
o mínimo que o profissional deve fazer é atualizar-se
constantemente para não cair no erro de efetuar um procedimento
em desuso e que já tenha sido comprovadamente não benéfico
ao paciente. É preciso buscar aquilo que realmente possa resolver
seu problema de uma maneira rápida e objetiva sem ficar passando
por testes.
Além de especializações, sua participação
em encontros sobre Odontogeriatria e Implantodontia está constantemente
em sua agenda. Quais os últimos encontros que participou e
quais suas contribuições na prática?
Atualmente os dois mais importantes são a comemoração
dos 20 anos de osseointegração e um dos maiores congressos
mundiais nos EUA da América Dental Association, no qual foram
aprovados dois trabalhos científicos que serão apresentados
em ambos os congressos concorrendo aos prêmios de pesquisa científica.
Para mim, o fato de estar participando desse seleto time de profissionais
aprovados a apresentar seus trabalhos já é uma grande
vitória.
•
Dr. Maurício Pereira
Cirurgião-dentista - CRO RS 12453
Odontologia – Universidade do Oeste Paulista – 1997;
Curso de Aperfeiçoamento em Implante Dental Osseointegrado
– CECAE – SP - 1998;
Especialização em Odontogeriatria - Associação
Brasileira de Odontologia do Rio Grande do Sul - 2005;
Habilitação em Sedação por Óxido
Nitroso - Universidade Federal do Rio de Janeiro - 2006;
Pós-Graduação em Implantes Dental na Europa -
Malo-Clinic - 2007;
Especialização em implantodontia pela IPENO/SC.
Mais informações:
Clínica Odontológica Sorriso Novo
Av. João Correa, 1071 Sala 203 – Centro
São Leopoldo – RS – Brasil
Tel.: 51 3037.5553 - 3566.0101
www.sorrisonovo.com.br
sorrisonovo@terra.com.br
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Capa:
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Maurício Pereira
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Matéria
publicada na Revista Classic Life
Edição
nº 16 - PRIMAVERA - 2009
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