
Dra.
Juliana de Lima Araujo
A
luta contra o câncer do colo do útero
O
TRABALHO DA GINECOLOGISTA
JULIANA LIMA DE ARAUJO ESTÁ FOCADO
NO COMBATE À DOENÇA QUE MATA
ANUALMENTE 250 MIL MULHERES
EM TODO O MUNDO
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A Dra. Juliana Lima de Araujo é uma ginecologista moderna,
reconhecida pelo seu trabalho ético e embasada em constantes
atualizações. Natural de Bom Jesus e formada pela Universidade
de Caxias do Sul, atua exclusivamente em sua clínica privada,
em Porto Alegre e na região metropolitana. No momento é
speaker do laboratório farmacêutico Janssen-Cilag, proferindo
palestras para o público leigo e para médicos da sua
área na região sul. Pratica uma medicina diferenciada,
onde a paciente é o seu foco principal, colocando em segundo
plano as doenças e seus agentes causadores. Pesquisadora da
área de anticoncepção e sexualidade e especialista
em cirurgias plásticas vaginais, considera a prevenção
como a base para o sucesso em todas as suas condutas. “Se curar
é uma arte, prevenir é uma grande obra-prima”,
afirma.
A cada
ano, 500.000 mulheres no mundo têm câncer do colo do útero
e 250.000 morrem. Esse é o principal motivo pelo qual a Dra.
Juliana está engajada na divulgação de meios
para prevenção do câncer de colo de útero,
uma doença que pode ser prevenida. Outra razão para
abordar esse tema é a falta de conhecimento sobre o assunto,
tanto por parte de pacientes como de alguns profissionais da área
da saúde. O resultado é uma agressão maior do
que a do vírus e, segundo a Dra. Luisa Villa, do Instituto
do Câncer de São Paulo, “trata-se o que não
deve ser tratado e deixa-se de prevenir o que pode ser prevenido”.
O exame
de Papanicolaou (CP) é um teste efetivo no diagnóstico
precoce e na prevenção do câncer invasivo do colo
do útero, porém as taxas de mortalidade e incidência
mantêm-se entre as mais altas nas mulheres brasileiras. Já
as medidas profiláticas (triagem por CP) e o tratamento de
lesões precoces do colo uterino são capazes de controlar
o estabelecimento da doença ou até a sua progressão
em pacientes já infectados pelos diversos tipos de HPV. As
vacinas são eficazes para evitar a infecção por
HPV e suas consequências.
O que é o HPV?
O HPV é um vírus considerado um dos mais carcinogênicos
em humanos e o responsável por até 15% dos cânceres
em mulheres que vivem em países em desenvolvimento. Existem
mais de 200 tipos do vírus já identificados, aproximadamente
30% infectam a mucosa ano genital e destes, cerca de 15 tipos são
classificados como de alto risco e, portanto, podem causar câncer.
Os HPVs 16, 18, 31 e 45 são responsáveis por mais de
80% dos cânceres de colo do útero. Outros tipos, como
o HPV 6 e 11, causam apenas verrugas genitais.
Como
o HPV é transmitido?
O HPV é transmitido sexualmente, pelo contato da pele ou mucosa
com o vírus. Esperma, sangue ou outras secreções,
sabonetes, toalhas, vaso sanitário, bancos e piscinas não
são meios de contágio. Existe a possibilidade de ocorrer
transmissão por meio de objetos contaminados. Na gravidez não
ocorre contaminação do feto e a via de parto não
sofre influência se a mãe é ou não portadora
do vírus.
Qual
a incidência do HPV atualmente?
As estimativas mundiais indicam que, cerca de 10% das mulheres normais
estão infectadas com HPV. Entre as sexualmente ativas, 50 a
80% serão infectadas por um ou mais tipos ao longo da vida.
Estima-se que, no mundo, 8 mulheres contaminem-se com o vírus
por hora; 30 milhões de novos casos ocorram por ano e a cada
2 minutos, morra uma mulher no mundo de câncer do colo. No Brasil,
segundo o INCA, cerca de 20 mil casos de câncer cervical são
registrados por ano, com um risco médio estimado de 20 casos
a cada 100 mil mulheres. Estima-se que haja em nosso país 9
a 10 milhões de infectados pelo HPV e, que surjam 700 mil casos
novos a cada ano.
Como
o HPV se manifesta?
Através de três formas, a clínica e altamente
contagiosa, quando aparecem as verrugas genitais; a sub-clínica
e assintomática, quando a paciente está com “a
doença HPV” instalada e a mesma é detectada por
exames de rotina, como o Papanicolaou e a colposcopia; e a latente,
na qual a mulher é portadora do vírus, mas não
apresenta lesões. A infecção pelo HPV é
local, por isso não aparece em exames de sangue.
Como
o HPV leva ao câncer?
A presença de microtraumas no epitélio que recobre o
colo do útero e o trato genital facilita o acesso das partículas
virais até as camadas mais profundas. O HPV oncogênico
estimula as células a produzirem substâncias que promovem
a diminuição da resposta imune local, levando ao crescimento
desordenado das mesmas e, em consequência, ao aparecimento de
lesões pré-cancerosas que podem evoluir para o câncer.
Por
que algumas mulheres desenvolvem câncer e outras não?
Por que é necessário haver um desequilíbrio entre
a imunidade da pessoa e a agressividade do vírus. Além
disso, outros fatores devem estar associados, como predisposição
genética, alimentação, tabagismo, nível
socioeconômico, comportamento sexual, exposição
mais prolongada ao vírus e o tipo de HPV envolvido.
Quanto
tempo leva entre a infecção pelo HPV e o aparecimento
do câncer?
O período de latência entre a infecção
e o desenvolvimento de uma lesão, seja ela benigna ou maligna,
é muito variável, sugerindo que outros fatores, citados
anteriormente, sejam os determinantes. Na maioria das vezes, o vírus
é eliminado em um período de dois anos, sem deixar sequelas
e na maioria das vezes sem sintomas.
É
possível infectar-se pelo vírus mais de uma vez?
A maioria das pessoas que entram em contato com os tipos oncogênicos
do HPV não gera anticorpos efetivos e protetores para bloquear
a infecção. Como resultado, as infecções
prévias não necessariamente induzem imunidade contra
as infecções subsequentes.
O
homem também pode apresentar câncer pelo HPV?
Sim, os homens, além de serem os transmissores mais frequentes
da infecção para a mulher, são atingidos por
cerca de 10 mil casos de carcinoma associado ao HPV (pênis,
ânus, laringe, orofaringe e cavidade oral). O câncer anal
é o que tem tido um aumento importante nos últimos anos,
principalmente em homens que mantêm relações sexuais
com homens.
Como
as pessoas podem se prevenir contra o HPV?
Usando preservativo, o qual diminui, mas não evita totalmente,
a possibilidade de transmissão durante a relação
sexual. Realização periódica do Papanicolaou
por toda mulher que tem ou já teve alguma relação
sexual. A vacinação de mulheres com a vacina contra
HPV oferece a oportunidade de se prevenir contra os HPVs mais relacionados
ao câncer.
Mulheres
que já tiveram infecção por HPV podem ser vacinadas?
Sim, pois a vacina protege contra mais de um tipo de vírus
e, a proteção contra os outros tipos não envolvidos
na primeira infecção, poderá beneficiar estas
mulheres.
“A luta contra o câncer está longe de ser vencida,
por isso o melhor é evitar que ele ocorra,
sendo a prevenção a melhor escolha.”
A vacinação pode levar a uma infecção
por HPV?
Não, pois a vacina é inativa, sendo incapaz de provocar
a doença.
Qual
a faixa etária mais apropriada para receber a vacina contra
HPV?
A OMS recomenda que a vacina seja administrada o mais precocemente
possível, de preferência antes do início da vida
sexual. Quando isso não for possível, mulheres até
os 25 ou 26 anos podem e devem ser vacinadas.
Quais
tipos de vacinas contra o HPV estão disponíveis no Brasil?
Duas vacinas estão no mercado brasileiro. A vacina quadrivalente,
que induz a formação de anticorpos neutralizantes contra
os HPV 6, 11, 16 e 18 e a vacina oncogênica que os induz contra
os HPV 16 e 18, com proteção cruzada contra os HPV 31
e 45. Por isso essa última foi chamada oncogênica, devido
à cobertura para os mais frequentes HPV implicados na carcinogênese
cervical.
Mulheres
grávidas, homens e imunossuprimidos podem ser vacinados?
Não é recomendado, pois ainda não existem estudos
completos que demonstrem a segurança da vacina nesses casos.
Qual
o esquema de administração e onde as vacinas podem ser
encontradas?
As duas vacinas são administradas por via intramuscular, em
3 doses. As vacinas podem ser prescritas por qualquer médico
e são encontradas em centros de imunização e
laboratórios diagnósticos que oferecem o serviço
de vacinação. Ainda não estão disponíveis
no sistema público.
Coloco-me a disposição para maiores esclarecimentos
sobre o assunto através de meu e-mail: juaraujo@terra.com.br.
“Existem três caminhos para mudar a trajetória
das nossas vidas para melhor ou para pior: a crise, o acaso e a escolha”.
“Feliz
aquele que transfere o que sabe e aprende o que ensina.”
(Cora Coralina)
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Dra.
Juliana Lima de Araujo
Ginecologia Clínica e Cirúrgica, Videolaparoscopia e
Obstetrícia
CREMERS 21929
- Ginecologia
e Obstetrícia;
- Formada pela Universidade de Caxias do Sul - UCS;
- Residência Médica em Ginecologia e Obstetrícia
no Hospital Materno-Infantil Presidente em Porto Alegre - HMIPV;
- Membro Efetivo da Federação Brasileira de Ginecologia
e Obstetrícia - FEBRASGO;
- Membro Efetivo da Sociedade de Ginecologia e Obstetrícia
do RS - SOGIRGS;
- Associada da Sociedade Brasileira de Genitoscopia;
- Speaker do Laboratório Farmacêutico Janssen-Cilag na
área de Anticoncepção;
- Membro do Corpo Clínico dos Hospitais Mãe de Deus,
Moinhos de Vento,
Divina
Providência e Santa Casa de Misericórdia em Porto Alegre,
Hospital São Camilo em Esteio e Hospital Regina em Novo Hamburgo;
- Atendimento exclusivo em Clínica Privada.
Mais
informações:
SAPUCAIA DO SUL/RS
Vitaclin
Rua Cel. Serafim Pereira, 144/205 – Bairro Centro
Tel.: (51) 3034.4714 | (51) 8117.8552
PORTO
ALEGRE/RS
Clínica Luz
Av. Praia de Belas, 2266/606 – Bairro Menino Deus
Tel.: (51) 3231.3277
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Capa:
Dra.
Juliana Lima de Araujo
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Fotos capa e matéria:
Daniel
Scherer
www.jorgescherer.com.br
Fones: (51) 3061.7223 e (51) 8441.7222
Cabelo
e Maquiagem:
Miriam Hair
Fone: (51) 3225.2806
Vestido:
Jeito Incomum
www.jeitoincomum.com.br
Fone: (51) 3222.2751
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* Matéria
publicada na Revista Classic Life
Edição
nº 18 -OUTONO - 2010
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