ARGILA
e o seu poder curativo
Os
primeiros povos foram quem nos deixaram todo o conhecimento que hoje
temos sobre o uso terapêutico da argila. Os egípcios,
por exemplo utilizavam as lamas do rio Nilo em vários setores
do cotidiano como na conservação dos manuscritos, na
estética, na mumificação e, sobretudo na cura
No
início do século XX, importantes registros foram deixados
sobre o tratamentos com argila, graças a Gandhi e alguns outros
naturopatas como Strumpt, Luis Kuhne, Adolf Just e Kneipp; este impulso
foi fundamental para que os países europeus adotassem na Medicina
para cura de doença em especial a tuberculose, por este fato
algumas casa de saúde e centro de tratamento especializados
desenvolveram terapias com metodologia naturista.
O Brasil é um país rico em argila de norte a sul e no
entanto pouco usufrui dessa matéria prima para uso curativo.
Muitas pessoas poderiam beneficiar-se com este recurso, porém
aqui a argila é restrita à produção da
cerâmica utilitária, tijolos, telhas, etc.
CONCEITO
E FUNÇÃO
A
argila é um tipo de rocha sedimentar originária da lenta
erosão dos granitos, isto é, do envelhecimento natural
dos cristais. Através dos ciclos, as condições
geológicas e atmosféricas vão transformando o
solo e propicia uma proliferação e transformação
dos reinos, segundo sua evolução. No reino mineral,
objeto deste estudo, a argila se destaca por ser uma matéria
mais sutil, pois pode ser apalpada e modelada o que prova sua capacidade
de adaptação contida na sua estrutura. O que foi uma
grande pedra, na argila está amolecida. E é basicamente
formada de silicato de alumínio hidratado. Possui uma diversidade
de minerais acessórios característicos da região
onde é encontrada os óxidos e hidróxidos de ferro
e alumínio.
As cargas elétricas que misteriosamente a argila traz dentro
de si é que asseguram a sua estabilidade e possibilitam a existência
de uma enorme variedade na sua estrutura física, composição
e cores. O silicato de alumínio hidratado raramente se apresenta
puro. O feldspato, gels com-plexos, silicatos, carbonatos, fosfatos
e mais uma enormidade de elementos como silício, alumínio,
ferro, magnésio e cálcio, entram na com-posição
da argila, mas com percentagens acentua-damente diferentes, em função
do local onde ela é encontrada.
PROPRIEDADES
CURATIVAS
A
argila não é um componente mágico que cura tudo
e a todos. Ela é dotada de uma força extraordinária
que contribui para um processo de transformação positiva
do organismo. Porém, o resultado do seu uso depende de vários
fatores como a atitude evolutiva do indivíduo em relação
à própria vida e com a aceitação do elemento
terra em contato direto com o corpo.
Por pertencer ao reino mineral, a argila é um elemento que
tem grande capacidade para absorver energias negativas, o que a torna
um importante instrumento de harmonização e cura quando
em contato com o organismo. Essa propriedade requer de quem a manipula
um acurado grau de pureza magnética. Tal pureza também
é requerida no ambiente onde ela é processada, pois,
caso contrário, ela pode ser contaminada, o que limitaria seu
potencial.
Para que se entenda melhor o poder curativo da argila é preciso
conhecer suas propriedades. Independentemente da cor e do local onde
é encontrada, a argila possui propriedades que variam em intensidade
e capacidade de absorção conforme sua granulometria.
O estudo das propriedades deu lugar a múltiplos trabalhos científicos
que permitem explicar a ação das rochas argilosas. São
elas: absorvente, antisséptica, analgésica, cicatrizante,
desodorizante, catalizador, além de outros efeitos medicinais.
Na estética, ela atua como tonificante além de auxiliar
na drenagem linfática.
A
argila é um elemento que pertence ao reino mineral que tem
grande capacidade para absorver energias negativas. Ao mesmo tempo
que a argila absorve os corpos prejudiciais ao organismo, ela irradia
e revitaliza a parte doente com energia benéfica. No entanto,
não é preciso se preocupar com a atuação
da argila, pois ela tem uma inteligência em relação
ao trabalho necessário a realizar: seja ele sedar, tonificar,
absorver, e outros.
Colaborou
com esta matéria:
Rosângela Romanha - Massoterapeuta e Esteticista
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