Classic Life • Estética & Beleza • Ed. 10 • 2004
 

    

ESTRIAS CUTÂNEAS

Com a crescente divulgação dos tratamentos estéticos por parte da mídia em geral, cada vez mais mulheres (e homens também) estão experimentando a realização de sonhos até bem pouco tempo considerados difíceis ou mesmo impossíveis. Como exemplos, pode-se citar os tratamentos para acabar com a celulite, o desaparecimento das rugas faciais, a modelagem da silhueta e, por mais incrível que pareça, o fim das estrias cutâneas. Apesar de ainda ser um tema bastante polêmico, considerada até mesmo por muitos dermatologistas como um mal sem tratamento, já existem tratamentos bastante eficazes no combate às estrias.

A estria corresponde a uma modificação da estrutura da pele, onde ocorre uma ruptura de fibras de elasticidade da epiderme e da derme. Geralmente estão relacionadas ao sexo feminino, mas podem também ocorrer em homens. As causas principais de seu surgimento são os fatores físicos (estiramento da pele) e fatores hormonais, os quais aumentam enormemente durante a puberdade, momento em que as estrias aparecem em 25% das mulheres e 10% dos homens, aproximadamente. Outro momento da vida das mulheres que favorecem o surgimento das estrias é durante a gravidez, chegando a acometer entre 75 a 90% das gestantes.

Para seu tratamento é necessário que se ataque a estria tanto de dentro para fora quanto de fora para dentro, com técnicas que induzam a neoformação de colágeno associada a técnicas que provoquem hipertrofia do tecido comprometido. O colágeno dá a força tênsil do tecido, promovendo a elasticidade do tecido, com o objetivo de aproximar as bordas da estrias. No chamado ataque de dentro para fora utilizamos vários medicamentos, como, por exemplo, a Mesocaína, X-ADN, D-Pantenol, Vitamina C, Trissilanol e a grande estrela no tratamento das estrias, a Hidroxiapatita. A aplicação dessas drogas pode ser feita de duas maneiras: mesoterapia, que consiste em várias picadas com profundidade de até 3 milímetros em toda a área afetada e injeção linear retrógrada, que constitui-se na introdução da agulha por baixo de toda a extensão da lesão com injeção do medicamento. A indicação de uma ou outra técnica de aplicação, assim como o medicamento a ser utilizado, depende do tipo de estria, sua extensão e largura.

Conjuntamente à injeção desses medicamentos é realizada a aplicação de ácidos sobre a pele (peelings), com o objetivo de tratar a estria de fora para dentro. Ao mesmo tempo em que os medicamentos injetados agem formando colágeno e causando uma retração da lesão, os peelings agem sobre a pele causando uma descamação e renovação cutânea, literalmente “lixando” as estrias. O tempo de tratamento varia para cada paciente, mas geralmente fica em torno de 10 sessões, tanto de injeções quanto de peelings.

É necessário esclarecer que, como em quaisquer outros tratamentos médicos, nem todas as pacientes respondem de maneira totalmente satisfatória. De modo geral, quanto mais precoce for o início do tratamento, melhor será a chance de êxito. Em alguns casos de estrias muito largas e antigas, consegue-se uma melhora do aspecto da pele, podendo não desaparecer totalmente a lesão. Apesar disso, a grande maioria dos tratamentos apresenta resultados muito bons e até mesmo excelentes, com grande afinamento da largura ou total desaparecimento das estrias.

Caso clínico
----- fotos disponíveis em breve -----

Foto 1 - Anterior ao procedimento.
Foto 2 - Logo após ao procedimento injetável, desaparecendo as ondulações em poucas horas.
Foto 3 - Resultado em apenas 5 sessões (paciente ainda em tratamento).
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Colaborador: Dr. Marco Aurelio Sobottka
Medicina Estética - CRM 22599
Associado à Soc. Brasileira de Estética Médica
e à Associação Brasileira de Medicina Estética

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