ESTRIAS CUTÂNEAS
Com
a crescente divulgação dos tratamentos estéticos
por parte da mídia em geral, cada vez mais mulheres (e homens
também) estão experimentando a realização
de sonhos até bem pouco tempo considerados difíceis
ou mesmo impossíveis. Como exemplos, pode-se citar os tratamentos
para acabar com a celulite, o desaparecimento das rugas faciais, a
modelagem da silhueta e, por mais incrível que pareça,
o fim das estrias cutâneas. Apesar de ainda ser um tema bastante
polêmico, considerada até mesmo por muitos dermatologistas
como um mal sem tratamento, já existem tratamentos bastante
eficazes no combate às estrias.
A estria corresponde a uma modificação da estrutura
da pele, onde ocorre uma ruptura de fibras de elasticidade da epiderme
e da derme. Geralmente estão relacionadas ao sexo feminino,
mas podem também ocorrer em homens. As causas principais de
seu surgimento são os fatores físicos (estiramento da
pele) e fatores hormonais, os quais aumentam enormemente durante a
puberdade, momento em que as estrias aparecem em 25% das mulheres
e 10% dos homens, aproximadamente. Outro momento da vida das mulheres
que favorecem o surgimento das estrias é durante a gravidez,
chegando a acometer entre 75 a 90% das gestantes.
Para seu tratamento é necessário que se ataque a estria
tanto de dentro para fora quanto de fora para dentro, com técnicas
que induzam a neoformação de colágeno associada
a técnicas que provoquem hipertrofia do tecido comprometido.
O colágeno dá a força tênsil do tecido,
promovendo a elasticidade do tecido, com o objetivo de aproximar as
bordas da estrias. No chamado ataque de dentro para fora utilizamos
vários medicamentos, como, por exemplo, a Mesocaína,
X-ADN, D-Pantenol, Vitamina C, Trissilanol e a grande estrela no tratamento
das estrias, a Hidroxiapatita. A aplicação dessas drogas
pode ser feita de duas maneiras: mesoterapia, que consiste em várias
picadas com profundidade de até 3 milímetros em toda
a área afetada e injeção linear retrógrada,
que constitui-se na introdução da agulha por baixo de
toda a extensão da lesão com injeção do
medicamento. A indicação de uma ou outra técnica
de aplicação, assim como o medicamento a ser utilizado,
depende do tipo de estria, sua extensão e largura.
Conjuntamente à injeção desses medicamentos é
realizada a aplicação de ácidos sobre a pele
(peelings), com o objetivo de tratar a estria de fora para dentro.
Ao mesmo tempo em que os medicamentos injetados agem formando colágeno
e causando uma retração da lesão, os peelings
agem sobre a pele causando uma descamação e renovação
cutânea, literalmente lixando as estrias. O tempo
de tratamento varia para cada paciente, mas geralmente fica em torno
de 10 sessões, tanto de injeções quanto de peelings.
É necessário esclarecer que, como em quaisquer outros
tratamentos médicos, nem todas as pacientes respondem de maneira
totalmente satisfatória. De modo geral, quanto mais precoce
for o início do tratamento, melhor será a chance de
êxito. Em alguns casos de estrias muito largas e antigas, consegue-se
uma melhora do aspecto da pele, podendo não desaparecer totalmente
a lesão. Apesar disso, a grande maioria dos tratamentos apresenta
resultados muito bons e até mesmo excelentes, com grande afinamento
da largura ou total desaparecimento das estrias.
Caso
clínico
----- fotos disponíveis em breve
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Foto 1 - Anterior ao procedimento.
Foto 2 - Logo após ao procedimento injetável,
desaparecendo as ondulações em poucas horas.
Foto 3 - Resultado em apenas 5 sessões (paciente ainda
em tratamento).
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Colaborador:
Dr. Marco Aurelio Sobottka
Medicina Estética - CRM 22599
Associado à Soc. Brasileira de Estética Médica
e à Associação Brasileira de Medicina Estética
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