
TEMAKI
A FAST FOOD JAPONESA
QUE UNIU
TRADIÇÃO E INOVAÇÃO
Conhecida no Brasil e no mundo inteiro pela tradição,
beleza e riqueza de detalhes, a culinária japonesa faz parte
da gastronomia brasileira. Sua presença na mesa do brasileiro
é recente, visto que está inserida neste mercado há
apenas 20 anos. Entretanto a japonesa é a mais popular entre
as culinárias orientais e já conquistou nosso paladar.
E quando pensamos que a gastronomia nipônica já era popular
o bastante no Brasil, uma novidade está fazendo sucesso em
todo o país. O temaki, uma variação do tradicional
sushi, virou febre e vem sendo difundido por todos os lugares. Por
ser mais prático tanto para montar quanto para comer, o temaki
já é conhecido em todo o país como a “fast
food japonesa”.
Brasil e Japão
A
culinária brasileira é conhecida por sua diversidade
de sabores, cores e aromas. Rica na utilização de temperos,
nossa gastronomia incita o paladar e nos transforma em exímios
degustadores. Da mesma maneira, agrega sabores do mundo todo, numa
verdadeira mistura de etnias. A comida japonesa, entretanto, tardou
a ser totalmente aceita pelo paladar do brasileiro. A utilização
de peixe cru em alguns pratos causou, primeiramente, estranheza. Essa
reação, entretanto, caiu por terra quando toda a variedade
e riqueza de sua gastronomia tornou-se conhecida e passou a ser consumida
como todas as outras.
Inicialmente
sem muita aceitação, devido às características
contrastantes com o famoso arroz e feijão, hoje as casas de
comida japonesa fazem parte da rotina do brasileiro. Tanto é
verdade que hoje é encontrada sem grande dificuldade inclusive
em grandes redes de supermercados, que colocam à disposição
do consumidor kits completos para saborear diferentes pratos nipônicos.
Nos últimos tempos, esta passou a ser comida favorita de muita
gente e o resultado foi o aumento expressivo na quantidade de restaurantes
especializados em comida japonesa.
Utilizando
ingredientes leves, naturais e saudáveis, a cozinha nipônica
faz sucesso entre os brasileiros justamente por combinar com o clima
quente e tropical, típico do país. Na alimentação
dos japoneses estão inseridos arroz, algas, legumes, verduras,
frutos do mar e peixe. Atribui-se a essa alimentação
saudável a longevidade dos japoneses. No Brasil restaurantes
de comida japonesa são encontrados de norte à sul, tanto
nas capitais quanto no interior, e neles é possível
testemunhar toda a tradição, beleza e cuidado com que
é montado cada prato. Os detalhes e a estética são
itens tão importantes quanto harmonizar os diferentes sabores.
Tradição e inovação
O
Temaki começou a ser difundido há pouco tempo no Brasil,
mas teve uma rápida aceitação dos consumidores.
Por ser uma iguaria de rápido preparo e que pode ser deliciada
em qualquer lugar, até mesmo em pé, tornou-se muito
popular nas principais cidades brasileiras, com uma explosão
de lojas especializadas. Eles ainda consistem no tradicional ritual
de cortar o peixe e enrolá-lo na alga com arroz, mas ficam
prontos e são consumidos em menos de cinco minutos.
O
nome do prato refere-se ao se modo de preparo, já que, em japonês,
“te” significa mão e “maki” enrolado.
Portanto, para fazê-lo, não é necessária
a esteira usada para o preparo do sushi. Basicamente os ingredientes
do temaki são os mesmos do sushi e dos outros pratos conhecidos,
pois se trata de um cone de alga (nori) recheado de arroz (gohan)
e mais algum ingrediente, como salmão, atum, shitake, entre
outros.
A
diferença está no tamanho, formato e modo de montagem.
Um temaki típico tem por volta de dez centímetros de
comprimento. Outra diferença é a forma de servir e de
comer. Não é preciso cortar em pedacinhos antes de levar
à mesa. Para comê-lo não é necessário
usar hashi (os pauzinhos que servem de talheres). Temaki se come com
a mão mesmo. Como outros pratos da culinária japonesa,
o alimento é leve e combina com o verão. Por isso o
temaki virou febre no Brasil. Novas casas especializadas são
abertas todos os dias em grandes centros, litorais, interior, enfim,
por todo lugar. Cada vez mais comuns aqui no Brasil, as temakerias
surgiram como uma opção de comida rápida mais
saudável do que um hambúrguer ou um sanduíche.
Ingredientes de qualidade
O
mais importante para garantir o sabor e a qualidade da comida japonesa,
e aí se inclui o temaki, é ter certeza de que se está
trabalhando com alimentos frescos. O arroz, por exemplo, tem de ser
preparado no dia e os peixes precisam ser frescos. Usar produtos congelados
é proibido e, se o local onde o alimento for manipulado estiver
muito quente, o cuidado com a refrigeração tem de ser
redobrado.
Outro
detalhe que exige cuidado é a alga que, por ser muito delicada,
amolece se ficar em contato com o calor e a umidade. Ela deve ficar
dentro da embalagem com o conservante e só pode ser manipulada
no momento da montagem. Assim como os sushis tradicionais, os temakis
devem ser consumidos tão logo fiquem prontos, para manter a
alga crocante.
O
jeitinho brasileiro
A culinária
japonesa caiu no gosto do brasileiro, mas isso não quer dizer
que não pode receber um toque para ficar mais incrementada.
Originalmente as receitas mais tradicionais de temaki incluíam
apenas o shari (mistura de arroz, vinagre de arroz, açúcar
e combu – tipo de alga) e o peixe (geralmente atum ou salmão)
picado com cebolinha. Hoje, no Brasil, é possível encontrar
temakis dos mais diversos sabores. Assim como as pizzarias criam a
cada dia um sabor novo, deixando os italianos de cabelo em pé,
as temakerias criam novidades para agradar o paladar do cliente. Entre
os ingredientes utilizados nos temakis salgados pode-se encontrar
cream cheese, azeite de oliva, tomate seco, queijo coalho, entre outros.
Já os doces, que inicialmente levavam apenas frutas, hoje já
são montados com pão folha ou casquinha de sorvete e
recheados com a maior variedade de ingredientes imaginável,
como morango com chantilly, leite condensado e chocolate. Nesse caso,
do temaki original a receita tem só a inspiração,
o formato e o nome.
O mais interessante é que, em sua origem, o temaki era mero
coadjuvante. Ele foi criado no Japão para reaproveitar os alimentos
que sobravam do preparo de sushis, sashimis e filés de peixes.
Era utilizada, por exemplo, a carne mais próxima no dorso do
salmão.Também eram menores, servidos como entradas,
conceito que hoje foi modificado.
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Revista Classic Life
Reportagem por Sabrina Gisele Becker
Jornalista - Mtb 13261
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Matéria
publicada na Revista Classic Life
Edição
nº 14 - MAR/ABR/MAI - 2009
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