
ALERGIAS
DA "PRIMAVERA-VERÃO"
Até
por experiência própria posso afirmar que ser alérgico
não é fácil. Outro dia fui questionado em meu
consultório sobre a já célebre pergunta alergia
têm cura?
Assim como não
têm cura diabetes, hipertensão arterial e doenças
reumáticas, mas possuem tratamentos muito eficazes, tenho convicção
de que também a alergia quando bem entendida e tratada é
bem tolerada.
Tanto nas áreas
de diagnóstico das doenças alérgicas como nas
terapias administradas tivemos um grande avanço desde o recente
século passado. Para o diagnóstico das alergias respiratórias,
contamos com testes práticos e indolores que determinam à
qual substância a pessoa é alérgica. Para o diagnóstico
das alergias de pele também já temos disponíveis
testes de contato modernos e muito confiáveis. É a globalização.
Neste
período do ano que designamos primavera-verão, além
das variações abruptas da umidade, amplitude térmica
muito elevada (variação de 20 graus em um dia), temos
também dias com vento e muitos pólens circulando no
ar. A polinose (alergia aos pólens de flores, arbustos e árvores)
causa muita irritação no nariz e também nos olhos.
A pessoa espirra muito e em seguida iniciam os outros sintomas como
coriza e entupimento nasal. Além do nariz, os pólens
provocam coceira no canto dos olhos com lacrimejamento e vermelhidão
dos mesmos. O paciente fica sensível à luz e extremamente
desconfortável.
Passada a crise, a pessoa ainda poderá sofrer os sintomas decorrentes
de infecções como as sinusites e conjuntivites, como
tosse e secreções infectadas que fatalmente levam ao
uso de antibióticos e corticóides, medicamentos que
muitas vezes fazem mais mal do que bem.
É importante
entender a prevenção com medicamentos de uso tópico
(local) e de uso oral, como antialérgicos modernos e sem efeitos
colaterais, certamente resultará num melhor controle da situação
e na redução de remédios para tratar as conseqüências
da alergia.
Vale a pena lembrar
que algumas plantas, como a aroeira e o ipê, podem trazer alergias
de pele. Frutos do mar - entre eles o siri e o camarão, sucos
artificiais e sorvetes com corantes, por exemplo, são consumidos
em maior quantidade no verão aumentando as urticárias
na pele (placas avermelhadas e quentes) provocando muita coceira na
maioria dos casos.
Também
os insetos podem atormentar-nos nesta estação do ano,
com suas dolorosas e irritantes picadas. Para completar, as unhas
se encarregam de colocar uma pitada de micróbios para esta
receita acabar em antibióticos novamente.
O próprio
suor humano acelera e, portanto, piora as reações alérgicas,
tornando atividades esportivas muitas vezes um problema e não
prazer no verão.
Apesar de tudo,
o alérgico bem orientado e consciente de seu status de hipersensível
pode ter uma ótima qualidade de vida com saúde. Basta
colocar em prática o que já está cientificamente
comprovado, ou seja, cuidados ambientais e medicação
leve preventiva.
A imunoterapia
(vacinas para alergia) funciona muito bem, quando bem indicada.
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Dr.
Bayard Mercio Feltes
Alergologista
- CRM/RS 15743
Médico
Especialista pela Sociedade Brasileira de Alergia e Imunologia;
Pós-graduação – PUC / RJ;
Especialização na Espanha;
Membro do Comitê Educativo da Unimed Vale do Sinos, Sociedade
de Medicina de Novo Hamburgo e Sindicato Médico de Novo Hamburgo.
Mais
Informações:
Clínica Mercio Feltes
Telefones: (51) 3527-4757 ou (51) 3527-3270
E-mail: bayardsk8@terra.com.br
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Matéria
publicada na Revista Classic Life
Edição
nº 13 - NOV/DEZ/JAN - 2009
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