Sociedade
de Medicina de São Leopoldo
MÉDICO X DEUS
Muitas
vezes a relação médico/paciente ocorre dentro
de uma expectativa de que o médico teria o poder de interferir
entre a vida e a morte. O médico, com certeza teria no máximo
a presença de cura quando a medicação, a colaboração
do paciente nas recomendações recebidas são seguidas
a risca, então o tratamento tem o resultado esperado. Mas quando
você lida com pacientes de risco, internados em UTI, acidentados
graves, ferimentos importantes como temos visto com rotina em nossos
hospitais como os a bala e faca o médico
neste caso tenta, dentro de suas possibilidades farmacológicas
e técnicas, resolver a situação a contento, mantendo
a vida.
Mas ainda não existe o exame que preveja dia e hora em que
a morte ocorrerá, pegando médicos e pacientes de surpresa.
Quando se trata de gestação, por mais exames que nos
estejam a mão sempre nos paira a dúvida da perfeição,
no momento do nascimento e o que dizer quando a gestação
é interrompida, no período que for, sem uma explicação
justa.
Por isso, o médico não tem o poder de saber o que vai
acontecer com o seu tratamento ou o que vai acontecer na sua gestação,
mas com certeza o velhinho lá de cima tem na frente dele um
livro com todos os registros, os quais não temos acesso, dizendo
dia e hora do nascimento e da morte, se terá vida curta ou
longa, se será perfeito física ou mentalmente. A luta
entre o médico e a vida é desigual, pois um entra nela
sem saber qual o final. Quem sabe voltemos aos tempos, conforme registros,
em que apenas tocar, sentir o paciente, nos dará a sua previsão
de morte ou de vida.
Por que será que perdemos isto?
SERÁ
PORQUE ACHÁVAMOS QUE ÉRAMOS DEUSES?
Dr. Leandro Netto - CREMERS 15444