Alzheimer
Um grande desafio dos tempos atuais
Que
doença é essa?
Foi descrita pela primeira vez pelo médico Alois Alzheimer,
em 1907.
Essa doença é erroneamente conhecida pela população
como esclerose ou caduquice.
Mas é uma forma de demência cuja causa não se
relaciona com a circulação ou com a arteriosclerose.
É devida à morte das células cerebrais que levam
à uma atrofia do cérebro.
A doença de Alzheimer é a causa mais comum de declínio
das funções mentais do idoso em todo o mundo, representando
um grande problema não só para os pacientes afetados
mas também para as pessoas que cuidam desses pacientes (familiares
ou não).
A doença de Alzheimer acarreta a perda progressiva das funções
intelectuais do indivíduo.
O declínio das funções mentais na doença
de Alzheimer leva ao prejuízo da memória, afetando simultaneamente
alguma outra função intelectual (por exemplo, a linguagem,
a capacidade de cálculo e/ou aprendizado, entre outras) ou
ainda uma alteração no comportamento.
A doença de Alzheimer atinge as células nervosas do
cérebro, principalmente aquelas relacionadas à memória
e ao comportamento.
O início da doença é de difícil percepção,
já que normalmente ocorre de maneira gradual, sendo as primeiras
manifestações relacionadas a falhas de memória.
No começo, são os pequenos esquecimentos, normalmente
aceitos pelos familiares como parte do processo normal de envelhecimento,
que vão se agravando gradualmente.
Os pacientes tornam-se confusos e por vezes agressivos, passam a apresentar
alterações de personalidade, com distúrbios de
conduta e terminam por não reconhecer os próprios familiares
e até a si mesmos, quando colocados frente a um espelho.
À medida que a doença evolui, tornam-se cada vez mais
dependentes de terceiros, iniciam-se as dificuldades de locomoção,
a comunicação se inviabiliza e passam a necessitar de
cuidados e supervisão integra, até mesmo para as atividades
elementares do cotidiano como alimentação, higiene,
vestir, etc.
Sabe-se que a doença afeta cerca de 5% da população
com mais de 65 anos de idade. Atualmente, 17 a 25 milhões de
pessoas no mundo todo são afetadas pela doença de Alzheimer.
Estima-se que nos EUA existam cerca de quatro milhões de pacientes
portadores da doença, e no Brasil, aproximadamente um milhão.
Para pacientes e familiares a doença de Alzheimer tem conseqüências
físicas e emocionais. O declínio das funções
intelectuais e as alterações do comportamento na doença
fazem com que o paciente perca aos poucos a capacidade de realizar
as tarefas rotineiras, ou seja, as atividades do dia-a-dia, tornando-o
cada vez mais dependente de cuidados, levando a uma grande sobrecarga
para o cuidador.
A
causa da doença de Alzheimer ainda não é conhecida
pela ciência.
Existem várias teorias, porém de concreto, aceita-se
que seja uma doença geneticamente determinada, não necessariamente
hereditária (transmissão entre familiares).
Dez
sinais de alerta sobre a doença de Alzheimer
1 perda da memória recente afetando a capacidade de trabalho;
2 dificuldade em desempenhar tarefas familiares;
3 problemas de linguagem;
4 desorientação no tempo e no espaço;
5 diminuição na capacidade de decisão;
6 problemas com o pensamento abstrato;
7 confundir os lugares das coisas;
8 mudanças na personalidade;
9 mudanças no humor e comportamento;
10 perda de iniciativa.