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O diagnóstico da doença de Alzheimer
Não há um teste específico que estabeleça de modo inquestionável a presença da doença. Em geral, a doença de Alzheimer tende a ser subdiagnosticada. Isto se deve ao fato de que tratamentos específicos até mesmo de eficácia moderada começaram a aparecer há pouco tempo. Um outro fator pode ser a aceitação da demência como conseqüência normal do envelhecimento.
Em muitos países, o diagnóstico da doença de Alzheimer ainda carrega um estigma. Estima-se que nos EUA o número de casos de doença de Alzheimer seja de 4 milhões, mas somente 300 mil se consultam por ano. Na Alemanha, acredita-se que haja 700 mil casos, dos quais somente a metade é diagnosticada. No Reino Unido estima-se 600 mil casos, mas somente 150 mil são diagnosticados.
No Brasil não há um dado estatístico oficial, mas as previsões variam entre 400 mil a um milhão de casos de doença de Alzheimer.
Espera-se que aconteça o mesmo que com outras doenças no passado, como hipertensão, asma, hiperlipidemia, etc., onde o aparecimento de terapias eficazes levou a uma maior preocupação com melhores diagnósticos.
O diagnóstico certo só pode ser feito por exame do tecido cerebral obtido por biopsia ou necropsia. Desse modo, o diagnóstico provável é feito excluindo-se outras causas de demência (depressão e perda de memória associada à idade), exames de sangue (hipotireoidismo, deficiência de vitamina B), tomografia ou ressonância (múltiplos infartos, hidrocefalia) e outros exames.
Existem alguns indicadores, geralmente identificados a partir de exame de sangue, como a apolipoproteina E (APOE), cujos resultados podem mostrar chance aumentada da doença de Alzheimer, e são úteis em pesquisa, mas não servem para diagnóstico individual.
É claro que isso não impede que indicadores mais sensíveis venham a surgir no futuro.

Tratamento
O tratamento da doença tem dois aspectos :
O primeiro, que trata de alterações de comportamento como agitação e agressividade, do humor como a depressão, que não devem ser feitos apenas com medicação, mas também com orientação de diferentes profissionais da saúde.
O segundo, é o tratamento específico com drogas que podem corrigir o desequilíbrio químico no cérebro como a Tacrina, Revastigmina, Donepezil, Metrifonato, Galantamina, etc...
Este tratamento funciona melhor na fase inicial da doença e o efeito é temporário, pois a doença de Alzheimer continua progredindo paulatinamente.
O tratamento da doença de Alzheimer exige a coordenação de vários fatores e pode envolver profissionais de várias especialidades, bem como familiares e amigos. Os objetivos do tratamento estão resumidos abaixo:
• melhorar ou modificar o processo evolutivo da doença, tornando o declínio cognitivo mais lento;
• fazer o paciente ser capaz de lidar, o melhor possível, com as atividades da vida diária, com o máximo de independência possível. Otimizar a qualidade de vida do paciente e garantir a sua segurança e a dos outros;
• controlar ou melhorar os sintomas não-cognitivos associados, como por exemplo a agitação, ansiedade, depressão e agressividade;
• manter o tratamento apropriado de doenças concomitantes. Durante os primeiros estágios da doença de Alzheimer, a maioria dos pacientes será cuidada em sua própria casa. Neste estágio, o trabalho com o cuidado recai sobre a família, normalmente a pessoa mais próxima fisicamente. Muitos outros necessitam de especialistas, por exemplos enfermeiras da comunidade, terapeutas ocupacionais e outros profissionais pagos, voluntários e amigos.

A grande arma no enfrentamento dessa doença, é a informação associada à solidariedade.
A doença de Alzheimer afeta os familiares de modo devastador.
As dúvidas e incertezas com o futuro, a grande responsabilidade, a inversão de papéis onde os filhos passam a se encarregar dos cuidados de seus pais, além da enorme carga de trabalho e sobrecarga emocional, acabam por gerar no meio familiar, intenso conflito e angústia.
A sensação de estar só, isolado, desamparado e a inevitável pergunta: “Por que isso está acontecendo comigo?”, submete os cuidadores à enorme pressão psicológica que vem acompanhada de depressão, estresse, queda da resistência física, problemas de ordem conjugal, etc.
À medida que os familiares conhecem melhor a doença e sua provável evolução, vários recursos e estratégias podem ser utilizadas com sucesso.
É fundamental que os familiares saibam que sempre há algo a fazer, sempre é possível melhorar a qualidade de vida dos pacientes e de seus familiares.
Existem doenças incuráveis, porém não existem pacientes “intratáveis”.


Fonte: Associação Brasileira de Alzheimer
e Laboratório Novartis

 
 
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