Classic Life Medicina
 


Terapia de Reposição Hormonal
pode diminuir os níveis de energia?

Mulheres pós-meno-páusicas que não estão apresentando fogachos devem sentir-se pior fisicamente se começarem a usar hormônios, segundo resultados do estudo “Quality-of-life and depressive symptoms in postmenopausal women after receiving hormone therapy; results from the Heart and Estrogen/ Progestion Replacement Study (HERS) trial”.
A pesquisa publicada no Journal da American Medical Association é a primeira a mostrar que a terapia hormonal pode piorar a qualidade de vida da mulher. Segundo Hlatky MA et cols, este estudo deve desafiar a crença de que a TRH ajuda as mulheres a permanecerem mais jovens, ativas e vibrantes.
Aproximadamente, um terço das mulheres pós-menopáusicas americanas tomam estrógeno, que tem seu uso aprovado somente para alívio de sintomas como fogachos e prevenção da osteoporose. Porém, muitos médicos prescrevem a TRH por outras razões, desde manter a pele mais macia até prevenção de doenças cardiovasculares. Premarin é uma das drogas mais prescritas no mundo.
O primeiro estudo randomizado sobre TRH foi o “Heart and Estrogen/Progestin Replacement Study (HERS)”, onde 2.763 mulheres pós-menopáusicas com doença cardíaca foram analisadas após três anos de tratamento. Constatou-se que não houve diferença no risco de problemas cardiológicos entre o grupo placebo e o que usou TRH. No início e no final deste estudo, pesquisadores analisaram a função física, saúde mental e energia das pacientes.
Entre as 15% das pacientes do HERS que apresentavam fogachos (n=434) no início do estudo, aquelas em TRH melhoraram a função mental, diminuiram os sintomas depressivos ao serem comparadas com o grupo placebo. Porém, naquelas sem fogachos (n=2325), usando TRH, ocorreu piora da função física dos níveis de energia/fadiga ao serem comparadas com o placebo.
Os autores concluíram que a TRH tem efeito diferente na qualidade de vida entre as mulheres mais velhas, pois depende da presença de sintomas menopáusicos: mulheres sem fogachos terão maior declínio dos níveis de função física, enquanto as mulheres com fogachos terão melhora das medidas emocionais na qualidade de vida.
Em todas as pacientes os escores diminuíram significativamente em três anos para função física, mental e energia-fadiga, mas não houve mudanças nos sintomas depressivos.
Os escores de qualidade de vida foram significativamente mais baixos entre mulheres com idade maior, diabéticas, hipertensas, dor torácica ou insuficiência cardíaca.

Dietas à base de verde e amarelo (vitaminas e sais minerais, que reduzem os radicais livres), aumento de derivados de leite, assim como exercícios físicos diminuem o stress. Sorrir sempre cultivando o bom humor.



Dr. José Luiz Pedrini
Ginecologia, Obstetrícia e Mastologia – CREMERS 6172
Mestre em Medicina e Vice-Presidente da Sociedade Brasileira de Mastologia

Fone: (51) 3592.0681

 
 
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