
Quando o assunto é Obesidade
Quando
o assunto é obesidade, talvez estejamos tratando da doença
crônica mais comum no mundo. Estudos mostram que 50% das mulheres
adultas estão 20% acima do seu peso normal. Nos Estados Unidos
cerca de R$ 40 bilhões são gastos em medicamentos para
combater a obesidade. Calcula-se que 800.000 pessoas nos
EUA morrem por ano precocemente devido à obesidade e, no Brasil,
este número gira em torno de 60.000 pessoas por ano.
A obesidade, que é caracterizada pelo acúmulo de gordura
corporal, aumenta o risco de hipertensão arterial sistêmica,
diabetes mellitus, coronáriopatias, apnéia do sono,
arteriosclerose e muitas outras doenças.
O referencial mais utilizado no mundo para avaliarmos a obesidade
é o IMC (índice de massa corporal), que é
obtido pela referente equação:
IMC
= Peso (Kg)
Alt. X Alt.(m).
Um
indivíduo normal apresenta um IMC na faixa entre 18,5 a 24,9
,daí por diante, um paciente com sobrepesoesta na faixa de
25 a 29,9; obesidade grau I de 30 a 34,9; obesidade grau II de 35
a 39,9; e obesidade grau III ( mórbida) IMC acima de 40.
O tratamento cirúrgico da obesidade só está indicado
aos pacientes com IMC acima de 40, ou entre 35 a 39,9 com duas ou
mais doenças associadas ( HAS, Diabetes mellitus, artropatias).
A etiologia da obesidade é considerada
multifatorial, como:
· fatores orgânicos;
· fatores relacionados ao sexo do paciente;
· fatores psicossociais;
· fatores ambientais.
A obesidade traz sérios problemas sociais e é a inabilidade
física mais estigmatizada na sociedade. Muitas pessoas acreditam
que o obeso é responsável por sua condição,
o que piora a discriminação social.
Para os pacientes com indicaçao de tratamento cirúrgico
existem várias técnicas, com resultados e objetivos
diferentes.
A técnica mais simples é realizada por vídeo-laparoscopia
e tem por objetivo a colocação de uma banda gástrica
ajustável (em forma de coleira na parte superior de estômago),
dificultando a passagem do alimento. Esta é uma técnica
apenas restritiva.
Também por VLP, mas freqüentemente por cirurgia aberta
a mesma parte do estômago é cortada, deixando uma pequena
parte que unindo-se à porção do intestino delgado
chamado jejuno. O grande estômago fica fora do circuito dos
alimentos e, unido ao duodeno é anastomozado ao jejuno. Esta
cirurgia, que é a cirurgia mais utilizada no mundo todo, apresenta
um excelente resultado, associando fatores restritivos e disabsortivos.
A perda de peso é de cerca de 40% do peso original e, quase
sempre, pelo resto da vida. O cirurgião que descreve esta técnica
e divulga pelo mundo é o Dr Rafael Capella, em New Jersey (EUA,
com quase 4.000 casos operados com ótimos resultados. Convivi
com Dr Capella em New Jersey por 30 dias, no início do ano,
e fiquei impressionado com a facilidade de execução
do método por ele preconizado e seus resultados, relata.
O tratamento cirúrgico da obesidade é uma realidade
no Brasil e é executado em um grande número de hospitais,
com pequenas adaptações e cirurgiões treinados,
estas técnicas estão à disposição
daqueles pacientes com obesidade mórbida que queiram viver
mais e melhor.
Alexandre Roso
Cirurgião do aparelho digestivo
CREMERS 18278
Fone: (51) 3583.2020 - 3589.3323
REFERÊNCIAS:
Dr. Rafael Capella - Cirurgião
Dr. Joseph Capella - Cirurgia Plástica após a cirurgia
Hackensack University Medical Center (hospital)
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