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Schering AG assina parceria para desenvolver novo método de detecção do câncer de mama.

Em abril de 2002, a Schering AG anunciou a assinatura de um acordo de colaboração com a Imaging Diagnostic Systems, Inc (IDMS) – empresa de tecnologia médica sediada na Flórida - para o desenvolvimento de uma nova técnica de detecção avançada de câncer de mama usando mamografia ótica realçada por contraste.

A Schering desenvolveu um novo tipo de meio de contraste (corante fluorescente) que será testado utilizando o exclusivo sistema de mamografia a laser (Computed Tomography Laser Mammography - CLTMâ) patenteado pela IDMS. A combinação da tecnologia dos parceiros poderá indicar uma nova alternativa minimamente invasiva para detecção do câncer de mama com alto nível de precisão. O CLTM emprega a tecnologia do laser no lugar do raio-X para detectar anormalidades na mama, o que livra as pacientes da radiação além de dispensar a dolorosa compressão da mama necessária para a mamografia comum.

A mamografia ótica é baseada na penetração de luz próxima da infra-vermelha dentro do tecido. Já que as propriedades óticas dos diferentes tecidos na mama são similares, o novo agente de contraste fluorescente desenvolvido pela Schering, que preenche lesões como o câncer de mama, tem o potencial de elevar a precisão da mamografia ótica.

A técnica da mamografia ótica com o contraste fluorescente pode significar um avanço na detecção do câncer em mulheres que possuem mamas mais densas ou que têm mamografias por raio-X inconclusivas. Em função de resultados imprecisos nos exames, muitas mulheres acabam se submetendo à biópsia sem necessidade, pois constatam que a anormalidade na mama era apenas uma mudança do tecido relacionada com a idade. Um dos objetivos desse novo método é reduzir drasticamente as biópsias que não detectam câncer de mama. O diagnóstico mais preciso com essa nova técnica também beneficiará mulheres que têm risco genético para a doença também. Elas tendem a desenvolver tumores com pouca idade, e as mamografias comuns têm se revelado pouco eficazes em mulheres com menos de 40 anos.

A Organização Mundial de Saúde (OMS) divulgou em 19 de março um informe assegurando que a mamografia pode prevenir a morte por câncer de mama de uma em cada 500 mulheres com idades entre 50 a 69 anos. Segundo a entidade, estudos dão provas suficientes para concluir que a mamografia reduz em 35% a mortalidade das mulheres nessa faixa etária.

No ranking dos tipos de câncer que mais atingem a população feminina, o tumor de mama é o primeiro, com 36 casos para cada 100 mil mulheres. É também o tumor que mais mata na população feminina. Entre 1979 e 1998, o índice de mortalidade pela doença subiu 68%. Estima-se que, no ano passado, 31.590 brasileiras tenham sido afetadas pela moléstia, que matou 8.670 mulheres.

Além da mamografia, recomenda-se que as mulheres façam o auto-exame das mamas. Os tumores considerados pequenos medem menos de 2 cm e aparecem em 80% dos casos de câncer de mama. Geralmente, esses tumores são localizados pela própria paciente. Esta é a razão pela qual é tão importante realizar auto-exames com freqüência, para permitir um tratamento mais rápido e adequado da doença.


Fone: (11) 3094 2244


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