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HORMÔNIO
DO CRESCIMENTO




A nova terapêutica Anti-Envelhecimento (SOMATOPAUSA)
O hormônio do crescimento (HGH), é produzido pela glândula hipófise e é um dos grandes responsáveis pelo crescimento estatural nas crianças. Além de promover o crescimento em crianças, tem sido observado que ele tem substancial efeito no metabolismo dos carbohidratos, das proteínas e das gorduras em adultos. Exerce uma significante participação na manutenção da composição corporal melhorando a massa muscular, aumentando a densidade óssea e diminuindo a porcentagem de tecido gorduroso. Ainda, exerce efeitos benéficos no status psicológico, na hemodinâmica renal e na função cardíaca. Tem um efeito anabólico promovendo o aumento das proteínas no corpo (estruturas nobres), estimula a produção do colágeno e a renovação celular melhorando o status das estruturas de sustentação da pele.

Com o avançar da idade, já após os 30 anos, sua produção decai progressivamente em torno de 14% a cada década e, após os 60 anos, essa taxa chega a ser 1/3 da dos indivíduos jovens, para ambos os sexos. A massa muscular diminui, retrai, e dos 30 aos 75 anos há atrofia de 30% no tamanho do fígado, rins, cérebro e pâncreas e expansão da massa gordurosa.

Como conseqüência se observa insidioso início de fadiga generalizada, desordens do humor, dificuldade de controlar o peso apesar dos cuidados alimentares, diminuição da massa muscular, aumento da gordura corporal (predominantemente intra-abdominal), diminuição da capacidade aos exercícios, fragilidade óssea, alterações das gorduras no sangue, diminuição progressiva do bem-estar e da qualidade de vida com maior sensação de isolamento social, todos sinais e sintomas comuns numa população de pacientes com mais idade.

O natural declínio do HGH com a idade, denominado Somatopausa, sugere a indicação da reposição desse hormônio também em adultos e idosos. Estudos realizados na Dinamarca, Japão, Inglaterra e Estados Unidos com essa reposição mostraram significativo aumento da massa magra (músculos) e diminuição do volume de tecido gorduroso nos pacientes tratados e, recentemente, o FDA - Food and Drugs Administration (Órgão do Governo Americano) aprovou seu uso também em adultos. Em indivíduos normais com idade de 48-66 anos portadores da síndrome de obesidade abdominal-visceral, a administração de HGH ocasionou, após nove meses de terapêutica, diminuição da massa gordurosa total e 18% de diminuição da massa gordurosa visceral. Paralelamente observou-se maior consumo da glicose sangüínea, diminuição das concentrações de colesterol total e triglicerídeos e diminuição da pressão arterial, sugerindo que a administração de HGH pode diminuir também os fatores de aterogenese (formação de placas de gordura na parede das artérias).

Os efeitos colaterais são descritos como relacionados à dose de HGH empregada. Ela deve ser individualizada para cada caso pelo endocrinologista experiente nessa terapêutica. Não pode, de maneira nenhuma, ser usado sem a indicação adequada e sem controles periódicos dos marcadores sangüíneos, radiológicos, e clínicos sob pena de riscos importantes à saúde. Como qualquer medicamento, principalmente em se tratando de hormônios, essa é uma terapêutica a ser usada com cautela, devendo-se evitar o uso indiscriminado e venda avulsa (por ex.: em academias de ginástica), sem controle médico.



Dr. Guilherme R. G. Silva

Endocrinologia e Medicina Preventiva - CRM 5527
Membro da Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia
Fones: (51) 3222.3198 e 3346.2938
Porto Alegre/RS

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