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Doenças Sexualmente Transmissíveis

O que são Doenças Sexualmente Transmissíveis (DST)?

AS DST são doenças transmitidas por meio da relação sexual, seja de homem com mulher, homem com homem ou mulher com mulher. Em geral, a pessoa infectada transmite a DST para seus parceiros, principalmente quando acontece penetração.
Ao contrário do que muita gente pensa, as DST são doenças graves que podem causar disfunções sexuais, esterilidade, aborto, nascimento de bebês prematuros com problemas de saúde, deficiência física ou mental, alguns tipos de câncer e até a morte. Uma pessoa com DST também tem mais chance de pegar outras DST, inclusive a aids.

Quem pode pegar DST?

• Quem tem relações sexuais sem camisinha;
• Quem tem parceiro que mantém relações sexuais com outras pessoas sem camisinha;
• Pessoas que usam drogas injetáveis e compartilham seringas;
• Pessoas que têm parceiros que usem drogas injetáveis, compartilhando seringas;
• Pessoas que recebem transfusão de sangue não testado;
• Qualquer pessoa - casada, solteira, jovem, adulta, rica ou pobre - pode pegar DST.

Como saber se tenho uma DST?

Você pode saber se tem alguma doença sexualmente transmissível pelos sinais e principais sintomas.

Quais os principais sinais?

Feridas (úlceras): aparecem nos órgãos genitais ou em qualquer parte do corpo. Podem doer ou não.
Corrimento: aparecem no homem e na mulher no canal da uretra, vagina ou ânus. Podem ser esbranquiçados, esverdeados ou amarelados como pus. Alguns têm cheiro forte e ruim. Tem gente que sente dor ao urinar ou durante a relação sexual. Nas mulheres, quando o corrimento é pouco, só é visto em exames ginecológicos.
Verrugas: são como caroços, podem parecer uma couve-flor quando a doença está em estágio avançado. Em geral, não dói mas pode ocorrer irritação ou coceiras.

Quais os principais sintomas?

Ardência ou coceira: mais sentido ao urinar ou nas relações sexuais. Há pessoas que sentem as duas coisas, outras somente uma e muitas pessoas não sentem nada e, sem saber, transmitem DST para seus parceiros.
Dor e mal-estar: embaixo do umbigo, na parte baixa da barriga, ao urinar, ao evacuar ou nas relações sexuais.

Cuidados?

Se você estiver com uma DST, o primeiro passo é procurar um médico para saber como tratar a sua DST. O segundo passo é contar à pessoa com quem está tendo relações sexuais para que ela possa se tratar também. Não tenha vergonha de contar ao seu parceiro (a), porque se ele (a) não se tratar, você corre o risco de se contaminar novamente. O terceiro passo é usar sempre a camisinha toda vez que tiver uma relação sexual.

Também é importante?

• Faça apenas o tratamento indicado por um profissional de saúde, não aceite indicações de vizinhos, parentes, funcionários de farmácias, etc.
• Siga a receita e tome os remédios na quantidade certa e nas horas certas.
• Continue o tratamento até o fim, mesmo que não haja mais sinal ou sintoma da doença.
• Todos os parceiros de quem está com DST devem ser conscientizados e fazer o tratamento, senão o problema continua.
• Deve-se evitar relações sexuais durante o tratamento. Em último caso, sempre use camisinha.
• Peça também para fazer o teste da aids. É sempre melhor se prevenir.

Serviços que atendem casos de DST

O que são os serviços que atendem DST? São serviços de saúde que pertencem aos vários níveis de complexidade do Sistema Único de Saúde (SUS) que contam com profissionais de saúde capacitados na Abordagem Sindrômica das DST, podendo ou não contar com estrutura laboratorial, promovendo a assistência clínica e o tratamento adequado, a prevenção, o fornecimento de preservativos e aconselhamento para testagem do HIV.

Faça o teste da Aids

Hoje em dia, existem diversas possibilidades de tratamento disponíveis para as pessoas vivendo com o HIV/aids. Mesmo assim, é muito importante saber que a aids ainda não tem cura, e que o diagnóstico precoce ainda é a melhor saída para as pessoas que são portadoras do vírus HIV e que ainda não têm conhecimento disso, já que quanto antes for iniciado o acompanhamento médico, maiores são as chances de se prevenir de doenças oportunistas e de manter uma boa qualidade de vida.
Para detectar o HIV, é necessário fazer um teste de sangue em laboratório. Hoje, o exame pode ser realizado sem prescrição médica nos Centros de Testagem e Aconselhamento e em diversos serviços de saúde pública. Além disso, muitos laboratórios particulares aceitam realizá-lo sem prescrição.
Os Centros de Testagem e Aconselhamento (CTA) são unidades da rede básica de saúde, contam com médicos, enfermeiros e psicólogos que acompanham a pessoa antes e depois do exame. Tudo é feito de maneira sigilosa e gratuita.
O exame é feito por meio da coleta simples de sangue, com material descartável, e não é preciso estar em jejum.
É importante, ainda, que o exame seja feito de 3 a 6 meses após ter se exposto.
Já que nesse período, chamado de janela imunológica, seu corpo ainda não produziu anticorpos suficientes para serem detectados. Ou seja, se você se expôs a alguma situação de risco (sexo sem camisinha, uso de seringas de outras pessoas, acidente de trabalho etc.) e fez o teste da aids antes dos 6 meses, o resultado pode ser um falso-negativo. Não vacile! Quem se ama se cuida. Faça o teste da aids.



www.aids.gov.br

Coordenação Nacional de DST e Aids

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