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OBESIDADE

A obesidade é uma doença universal de prevalência crescente. Vem adquirindo características epidêmicas, sendo um dos principais problemas de saúde pública da sociedade moderna. A obesidade agrava e é exacerbada por outras doenças como: doenças cardiovas-culares, diabete melito, dislipidemias, neoplasias (câncer), doenças hepáticas, apnéia do sono e outras patologias. Um paciente com obesidade mórbida, mais corretamente descrita como obesidade grave, tem um aumento expressivo da mortalidade de 250% em relação a pacientes não obesos.
Há diversas maneiras de se diagnosticar a obesidade, a mais simples com índices favoráveis de precisão é através do cálculo matemático do IMC (índice de massa corpóreo) que se obtém dividindo o peso em Kg pelo quadrado da altura em cm: IMC=P/hxh.
O normal é 25 e acima de 30 temos um indivíduo obeso.
A fisiopatologia da obesidade não está ainda totalmente esclarecida. Acreditamos que as principais razões para que uma pessoa torne-se obesa sejam: comer mais (principalmente gorduras), queimar menos calorias, formar gorduras mais facilmente e oxidar menos gorduras. Todos estes mecanismos estão sujeitos a fatores genéticos e ambientais variáveis de indivíduos para indivíduos.
Também, a tríade: gorduras, açúcar e álcool colaboram decisivamente para o crescimento de obesidade que vem sendo observado no mundo.
A cirurgia para o tratamento da obesidade grave e severa vem sendo empregada a mais de 50 anos e a IFSO (Federação Internacional para a Cirurgia de Obesidade) e a Sociedade Brasileira de Cirurgia Bariátrica (SBCB) adotam os seguintes parâmetros para indicação do tratamento cirúrgico: grau de obesidade acentuado, resistência ao tratamento clínico, presença de doenças associadas, risco cirúrgico aceitável e a capacidade do paciente de compreender as implicações da doença.
Há diversos métodos cirúrgicos com diferentes gruas de risco e eficácia de perda de excesso de peso. Invariavelmente os métodos mais eficazes são os que possuem maior risco e merecem um controle maior. A gama de opções cursam desde um balão intra gástrico até as cirurgias disabsotivas como a cirurgia de Scopinaro. Cabe ao cirurgião, junto com o paciente, decidir pelo melhor método, analisando caso a caso. O risco de mortalidade varia de 1 a 10 %, conforme a técnica escolhida e principalmente o tipo de paciente. Pacientes com obesidade severa, IMC acima de 50, tem um índice de mortalidade cirúrgica acima de 10%. Mas, contraditoriamente, são estes pacientes que necessitam de um tratamento mais urgente e eficaz, pois as estatísticas comprovam que os pacientes com obesidade severa dificilmente ultrapassam a idade de 55 anos.

Dr. Alexandre Roso - CREMERS 18278
Especialista em cirurgia do aparelho digestivo
pelo Colégio Brasileiro de Cirurgia Digestiva.
Fone: (51) 3589.3323

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