
Hiperidrose:
O que é? Como tratar?
A hiperatividade
das glândulas sudoríparas levam ao suor excessivo. Esta
condição é conhecida como hiperidrose.
A hiperidrose é situação relativamente freqüente,
com incidência relatada entre 0,15 a 1 % da população.
Não se tratando de doença grave, quanto a risco de vida,
trata-se de situação extremamente desconfortável,
que causa profundo embaraço social e transtornos de relacionamento
e psicológicos no portador, que freqüentemente se isola
socialmente e adquire hábitos procurando esconder o seu problema.
O início dos sintomas pode ocorrer na infância, na adolescência
ou somente na idade adulta, por razões desconhecidas. Eventualmente
podemos encontrar história familiar.
Os pacientes referem sudorese constante, às vezes inesperada,
mas a maioria deles relata fatores agravantes. Os fatores desencadeantes
da sudorese excessiva são o aumento da temperatura ambiente,
o exercício, a febre, a ansiedade e a ingestão de comidas
condimentadas. Geralmente há melhora dos sintomas durante o
sono. O suor pode ser quente ou frio, mas a sudorese é constante.
Pode afetar todo o corpo ou ser confinada à região palmar,
plantar, axilar, inframamária, inguinal ou cranio-facial.
A sudorese excessiva é uma condição constrangedora,
desagradável, que dificulta as atividades do dia-a-dia e interfere
no trabalho, no lazer e nas atividades sociais. Atividades diárias
como escrever, apertar a mão de outra pessoa, segurar papéis,
e outras atitudes simples podem ser adversamente afetada pela hiperidrose.
Quando o quadro de hiperidrose é grave, ocorre gotejamento
espontâneo na região afetada. Nos casos mais graves,
a pele pode ficar macerada ou mesmo fissurada. Quando a sudorese é
mais intensa na região axilar, outros sintomas desagradáveis
são relatados. O exsudato pode causar odor fétido (bromidrose).
O odor fétido é causado pela decomposição
do suor e debris celulares de bactérias e fungos. Assim, pode
contribuir para o aparecimento e manutenção de outras
doenças de pele como infecções piogênicas,
fúngicas, dermatite de contato, etc.
Classicamente, a hiperidrose sempre foi tratada de diversas formas,
dependendo da intensidade dos sintomas. As opções
de tratamento clínico incluem:
Uso de antiperspirantes e adstringentes
Banho com sabonete desodorante
Tratamento medicamentoso sistêmico, com drogas antidepressivas
Iontoforese, biofeedback e psicoterapia.
Injeções locais de toxina botulínica (Botox)
Esses métodos são de tratamento prolongado, dispendioso
e com apenas resolução parcial dos sintomas.
Recentemente, a introdução da Simpa-tectomia Torácica
por Videotoracoscopia revolucionou o tratamento da hiperidrose localizada.
Em pouco tempo, esse procedimento assumiu a posição
de tratamento seguro, definitivo e pouco invasivo no tratamento dessa
condição.
O procedimento é realizado a nível hospitalar, com anestesia
geral. São realizadas duas incisões de meio centímetro
a cada lado do tórax (axila e sulco mamário) para inserção
dos instrumentos que realizarão a secção do nervo
responsável pelo suor. A cirurgia dura em torno de 30 minutos
e o paciente sai da sala de cirurgia já curado. A alta ocorre
no mesmo dia da cirurgia. O índice de complicações
é realmente muito baixo e a satisfação é
evidente na imensa maioria dos casos.
Para maiores esclarecimentos procure um especialista neste tipo de
tratamento. Converse também com algum conhecido que tenha sido
tratado com a Simpatectomia Torácica Video-toracoscópica.
Dra Tatiana Karine Simon - CRM 25782
Clínica Geral e Residente de Cirurgia Geral
do Hospital de Clínicas de Porto Alegre
Colaboração: Dr. Marcelo
Cypel - CRM 24887
Médico Residente de Cirurgia Torácica
do Hospital São Lucas da PUCRS.
<< Voltar
para Medicina |
<< Voltar para 7 edição