Classic Life Medicina
 



OSTEOPOROSE
Diagnóstico e Tratamento

O que é osteoporose?

Osteoporose é a doença óssea metabólica mais freqüente, sendo a fratura a sua manifestação clínica. É definida patologicamente como “diminuição absoluta da quantidade de osso e desestruturação da sua microarquitetura levando a um estado de fragilidade em que podem ocorrer fraturas após traumas mínimos”.
É considerado um grave problema de saúde pública, sendo uma das mais importantes doenças associadas com o envelhecimento.
A fratura de fêmur é a conseqüência mais dramática da osteoporose. Cerca de 15% a 20% dos pacientes com fratura de quadril morrem devido à fratura ou suas complicações durante a cirurgia, ou mais tarde por embolia ou problemas cardiopulmonares em um período de 3 meses e 1/3 do total de fraturados morrerão em 6 meses. Os restantes, em sua maioria, ficam com graus variáveis de incapacidade.
Em aproximadamente 20% dos casos pode ser identificada uma doença da qual a osteoporose é secundária e nos 80% restantes os pacientes são portadores de osteoporose da pós-menopausa ou osteoporose senil.

Fatores de risco para osteoporose

Genéticos: Raça branca ou asiática, história familiar, baixa estatura, massa muscular pouco desenvolvida.
Estilo de vida: baixa ingesta de cálcio, sedentarismo, exercício excessivo levando a menorréia (ausência de menstruação), pouca exposição solar, nuliparidade, tabagismo, alcoolismo, dieta vegetariana, alta ingesta de proteínas permanentemente, alta ingesta de cafeína permanentemente.
Ginecológicos: Menopausa precoce sem reposição hormonal, primeira menstruação tardia, retirada cirúrgica de ovários sem reposição hormonal.

Manifestações clínicas

Os sintomas são secundários às fraturas. Quando ocorre nas vértebras, a dor pode ser de dois tipos. Uma é aguda, localizada, intensa, mantendo a paciente imobilizada e relacionada com fratura em andamento. Em situações de dor aguda, inicialmente ela pode ser mal localizada, espasmódica e com irradiação anterior ou para bacia e membros inferiores. A fratura vertebral pode ainda não ser observável com precisão em exame radiológico, dificultando o diagnóstico. A paciente se mantém em repouso absoluto nos primeiros dias. Mesmo sem tratamento, a dor diminui lentamente e desaparece após duas a seis semanas, dependendo da gravidade da fratura. Quando a deformidade vertebral residual é grave, pode permanecer sintomatologia dolorosa de intensidade variável ou esta aparecer tardiamente.
Também ocorrendo com freqüência, a dor pode ser de longa duração e localizada mais difusamente. Nestes casos, ocorreram microfraturas que levam a deformidades vertebrais e anormalidades posturais e conseqüentes complicações degenerativas em articulações e sobrecarga em músculos, tendões e ligamentos.

Diagnóstico

O critério atual para diagnóstico de osteoporose é perda de 25% de massa óssea quando comparada com adulto jovem. Assim, diagnóstico precoce de osteoporose é feito através da densitometria óssea enquanto o estudo radiológico somente mostra alterações inequívocas quando há perda de 30% da massa óssea.
Estas situações são particularmente importantes em mulheres no período perimenopáusico, pois permite apontar as perdedoras rápidas de cálcio ou que não atingiram suficiente pico de massa óssea e serão candidatas a fraturas vertebrais cerca de dez anos após a menopausa se não forem adequadamente tratadas. Deste modo, por meio da densitometria óssea, pode-se detectar estados de osteopenia e conceituar-se osteoporose através da massa óssea e risco estatístico de fratura.

Tratamento: Drogas utilizadas

As drogas utilizadas no tratamento da osteoporose atuam diminuindo a reabsorção óssea ou aumentando sua formação.
Quando a osteoporose está estabelecida, os resultados são menos eficazes mas ainda positivos. Não há idade limite para se iniciar reposição hormonal. A rigor, se houver densidade óssea abaixo de um desvio padrão para a idade, o tratamento deve ser indicado pelo menos para mulheres até 75 anos de idade. Entretanto, nestes casos, outras drogas anti-reabsortivas podem estar melhor indicadas.
Controvérsias a respeito de contra-indicações e para-efeitos de estrógenos permanecem. Recomendamos a toda paciente que pretende usar hormônios indispensável aconselhamento e acompanhamento com ginecologista.

Exercícios e prevenção de quedas

Concluiu-se que exer-cícios de carga são úteis como coadjuvantes ao tratamento, em qualquer idade. Eles devem ser mantidos regularmente pois sedentarismo leva à perda do que se ganha com exercícios prévios. Os indivíduos não-osteoporóticos também devem ser estimulados a praticar exercícios tais como caminhar e correr. A manutenção de musculatura potente e a destreza que a prática de exercícios e esportes mantém são importantes para a prevenção de quedas.

Quando muito osso é perdido,
os ossos tornam-se frágeis e podem
se quebrar facilmente.


Os principais fatores de risco para quedas incluem o uso de sedativos do sistema nervoso central, comprometimento visual, comprometimento cognitivo, deficiências nas extremidades inferiores e obstáculos à de ambulação segura em casa ou em torno de casa. O importante é que os indivíduos que tenham caído freqüentemente no passado têm mais probabilidade de continuar com quedas no futuro. A maioria destes fatores de risco pode ser descoberta por uma anamnese referente à freqüência das quedas e uso de medicação, juntamente com avaliação da acuidade visual, condições mentais e função neurológica e das extremidades inferiores. Serviços sociais também podem ser empregados para fazer uma visita domiciliar para realizar uma avaliação do risco de quedas no ambiente domiciliar e da vida.
• Ossos sadios são caracterizados por osso trabecular esponjoso que é constituído por milhares de traves interconectadas fortemente entre si.
• Na osteoporose, o osso cortical se afina gradualmente e os buracos do osso trabecular se tornam cada vez maiores e irregulares.
• Quando a estrutura interna do osso for comprometida, o traumatismo de uma pequena queda ou mesmo o peso normal do corpo pode causar fraturas.
• Na coluna vertebral, as fraturas por compressão podem resultar em dores nas costas, diminuição da estatura e corcunda.



Dr. Luciano Urnauer

Ortopedista e Traumatologista - CRM 25064
Especialista Ortopedia e Traumatologia pela Sociedade Brasileira de Ortopedia e Traumatologia

Consultórios:
- Novo Hamburgo
RS: (51) 3594.3399
- Porto Alegre
RS: (51) 3321.1766
- Campo Bom
RS: (51) 3597.0418



<
< Voltar para Medicina
| << Voltar para 9 edição

 
 
*** O conteúdo publicado neste site possui caráter meramente informativo. As informações aqui publicadas não devem ser usadas para a execução de diagnósticos, procedimentos ou tratamentos sem prévia orientação médica. Consulte sempre o seu médico.***
..
Copyright © Desde 2001 Revista Classic Life • Todos os direitos reservados www.classiclife.com.br