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Infecções por Espiroquetas

Doença de Lyme

A doença de Lyme é causada pelo espiroqueta Borrelia burgdorferi, que é ususalmente transmitida por minúsculos carrapatos do cervo. A doença foi identificada e nomeada em 1975 quando um determinado número de casos foi registrado na pequena comunidade de Lyme, Connecticut (EUA). Desde então, a doença de Lyme ocorreu em 47 estados norte-americanos, inclusive naqueles localizados ao longo da costa nordeste, de Massachusetts até Maryland, e também Wisconsin, Minnesota, Califórnia e Oregon.

A doença é bem conhecida na Europa e sua ocorrência já foi relatada na antiga União Soviética, na China, no Japão e na Austrália. Geralmente, a doença de Lyme ocorre no verão e no início do outono, afetando mais freqüentemente as crianças e os adultos jovens que habitam áreas florestais. A bactéria Borrelia burgdorferi penetra na pele no local da picada do carrapato. Após um período de 3 a 32 dias, as bactérias migram para fora da pele e disseminam-se na linfa ou através do sangue para outros órgãos ou zonas da pele.

Sintomas

A doença geralmente começa na pele como uma grande mancha vermelha, geralmente na coxa, na nádega, no tronco ou na axila. A mancha expande-se até atingir um diâmetro de 15 centímetros, freqüentemente com uma parte central mais clara. Pelo menos 75% dos indivíduos infectados apresentam este sinal precoce. Aproximadamente 50% dos indivíduos infectados apresentam mais áreas avermelhadas (normalmente menores) logo após o surgimento da grande mancha vermelha. Muitos indivíduos com doença de Lyme sentem-se doentes e apresentam sintomas como a fadiga, calafrios, febre, cefaléia, rigidez do pescoço e dores musculares e articulares.

Os sintomas menos comuns incluem a lombalgia, náusea e vômito, dor de garganta, aumento de linfonodos e do baço. Embora a maioria dos sintomas surjam e desapareçam, a sensação de malestar e a fadiga podem persistir por semanas. Várias semanas ou meses após o surgimento dos primeiros sintomas, 15% dos indivíduos afetados apresentam alterações da função nervosa. Essas alterações persistem por vários meses e, geralmente, desaparecem totalmente. O problema mais comum é a infecção do revestimento do cérebro (meningite), a qual provoca rigidez do pescoço, cefaléia, inflamação dos nervos faciais e fraqueza em um dos lados da face (paralisia).

Outras áreas também podem apresentar fraqueza. Em 8% dos indivíduos, ocorrem distúrbios cardíacos, inclusive arritmias (batimentos cardíacos irregulares) e pericardite (inflamação do saco que envolve o coração). A pericardite pode causar dor no peito. Além disso, semanas ou meses após o início dos sintomas, aproximadamente 50% dos indivíduos apresentam artrite. Em alguns casos, a artrite surge até 2 anos após os primeiros sintomas. Normalmente, há a recorrência de episódios de edema e dor em algumas articulações importantes, especialmente a do joelho.

Os joelhos afetados geralmente tornam-se mais edemaciados que dolorosos, freqüentemente a temperatura da região aumenta (o que pode ser percebido pela palpação) e, raramente, tornamse hiperemiados (avermelhados). Pode ocorrer a formação de cistos na face posterior do joelho. Quando esses cistos rompem, a dor piora abruptamente. Aproximadamente 10% dos indivíduos com artrite de Lyme desenvolvem problemas permanentes nos joelhos.

Diagnóstico

A cultura de Borrelia burgdorferi é de difícil realização e não existe um exame específico que diagnostique de modo confiável a doença de Lyme. Por essa razão, o diagnóstico é normalmente baseado nos sintomas característicos da doença de Lyme apresentados por um indivíduo que foi exposto a condições onde a infestação por piolhos é provável, concomitantemente com os resultados de vários exames. O exame mais comumente utilizado é a dosagem da concentraçao sérica de anticorpos contra a bactéria.

Tratamento

Apesar de todos os estágios da doença de Lyme responderem aos antibióticos, o tratamento precoce previne mais adequadamente as complicações. Nos estágios iniciais, um antibiótico (p.ex., doxiciclina, amoxicilina, penicilina ou eritromicina) pode ser administrado pela via oral. Na doença avançada, grave ou persistente, são administrados antibióticos pela via intravenosa. Os antibióticos também ajudam a aliviar a artrite, embora possa ser necessário prolongar o tratamento por até 3 semanas. A aspirina ou outros antiinflamatórios não esteróides aliviam a dor das articulações inflamadas. O líquido acumulado nas articulações afetadas pode ser drenado e o uso de muletas pode ser benéfico.

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>> Fonte Autorizada:
Merck Sharp & Dohme
www.msd-brazil.com

* Matéria publicada neste site: 08.08.2007


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