Infecções
por Espiroquetas
Leptospirose
A
leptospirose é um grupo de infecções, incluindo
a síndrome de Weil, a icterícia infecciosa causada
por espiroquetas e a febre canícola, causadas por bactérias
Leptospira. A leptospirose ocorre em muitos animais selvagens e
domésticos. Alguns animais atuam como portadores e eliminam
a bactéria na urina. Outros adoecem e morrem.
O ser humano adquire essas infecções através
do contato com o animal ou com a sua urina. Embora a leptospirose
seja uma doença ocupacional de fazendeiro e de trabalhadores
de matadouros e de esgotos, a maioria dos indivíduos infecta-se
durante atividades como, por exemplo, nadar em água contaminada.
Os 40 a 100 casos notificados anualmente nos Estados Unidos ocorrem
sobretudo no final do verão ou no início do outono.
Como a leptospirose comumente causa sintomas semelhantes aos da
gripe, é provável que muitos casos não sejam
notificados.
Sintomas
e Diagnóstico
Geralmente,
os sintomas manifestam-se 2 a 20 dias após a infecção
pela bactéria Leptospira. Comumente, a doença inicia
de modo abrupto com febre, cefaléia, dores musculares intensas
e calafrios. Sintomas pulmonares (incluindo a expectoração
sanguinolenta) ocorrem em 10 a 15% dos indivíduos infectados.
Os episódios de calafrios e febre, a qual freqüentemente
atinge 39 °C, continuam por 4 a 9 dias.
A conjuntivite ocorre no terceiro ou quarto dia. A febre desaparece
por alguns dias, mas reaparece concomitantemente com outros sintomas
entre o sexto e décimo-segundo dia. Nesse período,
o indivíduo normalmente apresenta meningite (inflamação
do revestimento do cérebro), a qual acarreta rigidez do pescoço,
cefaléia e, algumas vezes, estupor e coma. Entretanto, esses
sintomas não são decorrentes da meningite, mas da
inflamação causada pelos efeitos tóxicos decorrentes
das tentativas do organismo para destruir as bactérias. Uma
mulher grávida com leptospirose pode abortar.
A síndrome de Weil é uma forma grave de leptospirose
que causa febre contínua, estupor e uma menor capacidade
de coagulação do sangue, a qual acarreta hemorragias
no interior dos tecidos. Esta síndrome começa da mesma
maneira que as formas menos graves da leptospirose. Os exames de
sangue revelam anemia e, em torno do terceiro ao sexto dia, surgem
sinais de comprometimento renal e hepático. As alterações
renais podem causar dor à micção ou a presença
de sangue na urina. A lesão hepática tende a ser discreta
e, geralmente, ela cura completamente. O médico pode confirmar
o diagnóstico de leptospirose através da identificação
da bactéria em culturas de amostras de sangue, de urina ou
de líquido cefalorraquidiano, ou, mais comumente, através
da detecção de anticorpos contra a bactéria
no sangue.
Prognóstico
e Tratamento
Os
indivíduos infectados que não apresentam icterícia
normalmente recuperam-se. A icterícia indica a existência
de lesão hepática e aumenta a taxa de mortalidade
para 10% ou mais para os indivíduos com mais de 60 anos de
idade. O antibiótico doxiciclina pode evitar a doença
durante uma epidemia. A penicilina, a ampicilina ou antibióticos
similares são administrados para tratar a doença.
Nos casos graves, os antibióticos podem ser administrados
pela via intravenosa. Não é necessário isolar
os indivíduos com a doença, mas devem ser tomadas
precauções durante a manipulação e a
eliminação de sua urina.
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Fonte Autorizada:
Merck
Sharp & Dohme
www.msd-brazil.com
* Matéria
publicada neste site: 08.08.2007
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