Infecções
Fúngicas
Coccidioidomicose
A
coccidioidomicose (febre de San Joaquin, febre do vale) é
uma infecção causada pelo fungo Coccidioides immitis
que geralmente afeta os pulmões. A coccidioidomicose ocorre
tanto como uma infecção pulmonar leve que desaparece
sem tratamento (forma aguda primária) quanto como uma infecção
infecção progressiva grave que se dissemina por todo
o corpo e, freqüentemente, fatal (forma progressiva). A forma
progressiva é freqüentemente um sinal de que o indivíduo
apresenta um comprometimento do sistema imunológico, normalmente
em decorrência da AIDS. Os esporos do Coccidioides estão
presentes no solo de certas áreas da América do Norte,
da América Central e da América do Sul. Os fazendeiros
e outros trabalhadores que manipulam o solo apresentam maior probabilidade
de inalar os esporos e de tornarem-se infectados. Os indivíduos
que são infectados durante uma viagem podem apresentar sintomas
da doença somente após deixarem a área.
Fatores de risco para o desenvolvimento
de infecções fúngicas
Terapia
que suprime o sistema imune
Drogas antineoplásicas (quimioterapia)
Corticosteróides e outras drogas imunossupressoras
Doenças e outras condições
AIDS
Insuficiência renal
Diabetes
Doença pulmonar (p.ex., enfisema)
Doença de Hodgkin ou outros linfomas
Leucemia
Queimaduras extensas
Sintomas
A maioria dos indivíduos
com a forma aguda primária da coccidioidomicose não
apresenta sintomas. Quando estes ocorrem, eles manifestam- se 1
a 3 semanas após o indivíduo ser infectado. A maioria
apresenta sintomas leves e eles incluem a febre, a dor torácica
e calafrios. Além disso, o indivíduo pode apresentar
tosse com expectoração de escarro e, ocasionalmente,
de sangue. Alguns apresentam o reumatismo do deserto, um condição
caracterizada pela conjuntivite (inflamação da superfície
do olho), pela artrite (inflamação das articulações)
e pelo eritema nodoso (nódulos cutâneos). A forma progressiva
da doença é incomum e pode ocorrer semanas, meses
ou mesmo anos após a infecção aguda primária
ou após o indivíduo ter vivido em uma área
onde a doença é comum. Os sintomas incluem a febre
baixa, a inapetência, a perda de peso e a fraqueza. A infecção
pulmonar pode piorar, causando uma maior dificuldade respiratória.
A infecção também pode disseminar-se dos pulmões
para os ossos, as articulações, o fígado, o
baço, os rins e o cérebro e as meninges.
Diagnóstico
O
médico pode suspeitar de coccidioidomicose quando um indivíduo
que habita ou que viajou recentemente a uma área infectada
apresenta esses sintomas. São coletadas amostras de escarro
ou de pus do indivíduo infectado e as mesmas são enviadas
a um laboratório para análise. Os exames de sangue
podem revelar a presença de anticorpos contra o fungo. Esses
anticorpos surgem precocemente, mas desaparecem na forma aguda primária
da doença. Eles persistem na forma progressiva.
Prognóstico
e Tratamento
A
forma aguda de coccidioidomicose geralmente desaparece sem tratamento
e a recuperação normalmente é completa. Conduto,
os indivíduos com a forma progressiva são tratadas
com anfotericina B intravenosa ou com fluconazol oral. Alternativamente,
o médico pode tratar a infecção com itraconazol
ou cetoconazol. Embora as drogas possam ser eficazes contra as infecções
localizadas (p.ex., cutânea, óssea ou articular), as
recidivas ocorrem freqüentemente após a interrupção
do tratamento. Os tipos mais graves de coccidioidomicose progressiva
disseminada são freqüentemente fatais, especialmente
a meningite (infecção das membranas que revestem o
cérebro e a medula espinhal). Quando um indivíduo
apresenta meningite, o fluconazol é utilizado. Alternativamente,
pode ser utilizada a administração de anfotericina
B no líquido cefalorraquidiano. O tratamento deve ser mantido
por anos, freqüentemente pelo resto da vida. A meningite não
tratada é sempre fatal.
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Fonte Autorizada:
Merck
Sharp & Dohme
www.msd-brazil.com
* Matéria
publicada neste site: 25.11.2007
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