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Infecções Parasitárias

Amebíase

A amebíase é uma infecção do intestino grosso causada pela Entamoeba histolytica, um parasita unicelular. A Entamoeba histolytica existe em duas formas durante o seu ciclo de vida: o parasita ativo (trofozoíto) e o parasita inativo (cisto). Os trofozoítos vivem no meio do conteúdo intestinal e alimentam-se de bactérias ou da parede intestinal. No início da infecção, os trofozoítos podem causar diarréia, que os expele do corpo. Fora do corpo, os frágeis trofozoítos morrem. Quando o indivíduo não apresenta diarréia, os trofozoítos geralmente transformam-se em cistos antes de deixar o intestino. Os cistos são muito resistentes e podem disseminar-se tanto diretamente (de um indivíduo a outro), ou indiretamente (através dos alimentos ou da água).

A transmissão direta, a via mais comum nos Estados Unidos, ocorre através do contacto com fezes infectadas. A disseminação da amebíase é mais provável entre indivíduos internados que apresentam más condições de higiene que entre os não internados e através do contacto sexual (particularmente entre homossexuais do sexo masculino) que através do contacto casual. A transmissão indireta dos cistos é mais comum em áreas onde as condições sanitárias são insatisfatórias (p.ex., campos de trabalho não permanentes). As frutas e os vegetais podem ser contaminados quando crescem em solo fertilizado com fezes humanas, quando lavados com água poluída ou quando preparados por alguém que está infectado.

Sintomas

A maioria dos indivíduos infectados, sobretudo aqueles que vivem em climas temperados, são assintomáticos. Algumas vezes, os sintomas são tão vagos que quase passam despercebidos. Os sintomas podem incluir a diarréia intermitente e a constipação, a flatulência (aumento de gases e dores abdominais tipo cólicas). O abdômen pode ser sensível à palpação e as fezes podem conter muco e sangue. O indivíduo pode apresentar uma discreta febre. Entre os episódios, os sintomas são reduzidos a cólicas recorrentes e a fezes líquidas ou muito moles. A emaciação e a anemia são comuns.

A invasão da parede intestinal pelos trofozoítos pode causar a formação de um grande nódulo (ameboma). O ameboma pode provocar a obstrução intestinal e ser confundido com o câncer. Ocasionalmente, os trofozoítos perfuram a parede intestinal. A liberação do conteúdo intestinal para o interior da cavidade abdominal produz uma dor abdominal intensa e uma peritonite (infecção abdominal), a qual exige atenção médica imediata. A invasão do apêndice e do intestino circunvizinho por trofozoítos pode causar uma forma leve de apendicite. A cirurgia de retirada do apêndice pode provocar a disseminação de trofozoítos por toda a cavidade abdominal.

Por essa razão, a cirurgia pode ser retardada 48 a 72 horas para que sejam administrados medicamentos que matam os trofozoítos. Pode ocorrer a formação de um abcesso cheio de trofozoítos. Os sintomas incluem a dor ou o desconforto na área sobre o fígado, febre intermitente, sudorese, calafrios, náusea, vômito, fraqueza, perda de peso e, ocasionalmente, icterícia discreta. Em determinados casos, os trofozoítos disseminam- se através da corrente sangüínea, causando infecção nos pulmões, no cérebro e em outros órgãos. A pele também pode ser infectada, sobretudo em torno das nádegas e dos órgãos genitais, assim como em feridas causadas por cirurgias ou por lesões.

Diagnóstico

A amebíase é diagnosticada através do exame de fezes do indivíduo infectado. Pode ser necessária a coleta de 3 a 6 amostras de fezes para que o diagnóstico seja estabelecido. Um proctoscópio (tubo de visualização flexível) pode ser utilizado para o exame do interior do reto e a coleta de uma amostra de tecido de qualquer úlcera que seja detectada nessa área. Os indivíduos com um abcesso hepático quase sempre apresentam concentrações séricas elevadas de anticorpos contra o parasita. No entanto, como esses anticorpos podem permanecer na corrente sangüínea durante meses ou anos, as concentrações elevadas de anticorpos não indicam necessariamente a existência de um abcesso. Por essa razão, quando um médico suspeita de um abcesso hepático, ele pode prescrever um medicamento amebicida (que mata amebas). Quando o medicamento é eficaz, considera-se que a amebíase é o diagnóstico correto.

Tratamento

Vários amebicidas administrados pela via oral (p.ex., iodoquinol, paromomicina e diloxanida) matam os parasitas intestinais. O metronidazol ou a dehidroemetina são administrados nos casos de doença grave e de doença localizada fora do intestino. São realizados exames de fezes 1, 3 e 6 meses após o tratamento para se assegurar que o paciente está curado.

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>> Fonte Autorizada:
Merck Sharp & Dohme
www.msd-brazil.com

* Matéria publicada neste site: 26.06.2007


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