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Infecções Parasitárias

Infecção por Ancilostomídeos

A infecção por ancilostomídeos é causada por um verme nematódeo intestinal, seja o Ancylostoma duodenale ou o Necator americanus. Aproximadamente um quarto da população do mundo encontra-se infectado por ancilostomídeos. A infecção é mais comum em lugares quentes e úmidos onde as condições sanitárias são inadequadas. O Ancylostoma duodenale é encontrado na área do Mediterrâneo, na Índia, na China e no Japão; o Necator americanus é encontrado nas regiões tropicais da África, na Ásia e nas Américas.

Hoje em dia, eles são raramente transmitidos na região sul dos Estados dos Estados Unidos. No ciclo de vida de qualquer um desses ancilostomídeos, os ovos são eliminados nas fezes e eclodem no solo após uma incubação de 1 a 2 dias. Algumas vezes, as larvas são liberadas e vivem no solo. O ser humano pode ser infectado ao andar descalço em um campo contaminado com fezes humanas, pois as larvas podem penetrar através da pele. As larvas atingem os pulmões pelos vasos linfáticos e pela corrente sangüínea. A seguir, eles ascendem pelo trato respiratório e são deglutidas. Aproximadamente uma semana após haverem penetrado a pele, elas chegam ao intestino. As larvas fixam-se através da boca ao revestimento da porção superior do intestino delgado e sugam sangue.

Sintomas e Diagnóstico

No ponto em que as larvas penetram a pele, pode ocorrer a formação de uma erupção cutânea plana, um pouco elevada e pruriginosa. A migração das larvas através dos pulmões pode causar febre, tosse e sibilos. Freqüentemente, os vermes adultos causam dor na região abdominal superior. Devido ao sangramento intestinal, pode ocorrer anemia ferropriva e concentração sérica baixa de proteínas. Nas crianças, pode ocorrer retardo do crescimento, insuficiência cardíaca e edema tecidual generalizado em decorrência da perda de sangue intensa e prolongada. Quando a infecção produz sintomas, os ovos geralmente são visíveis em uma amostra de fezes. Quando as fezes são examinadas somente várias horas após a coleta, os ovos podem eclodir e liberar.

Tratamento

A prioridade do tratamento é a correção da anemia, que normalmente melhora com a administração de suplementos orais de ferro. No entanto, em determinados casos, pode ser necessária a administração de ferro injetável. Nos casos graves, a transfusão sangüínea pode ser necessária. Quando a condição do indivíduo é estável, pode ser administrado um medicamento oral (p.ex., pamoato de pirantel ou mebendazol) por 1 a 3 dias para matar os ancilostomídeos. Esses medicamentos não devem ser utilizados por mulheres grávidas.

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>> Fonte Autorizada:
Merck Sharp & Dohme
www.msd-brazil.com

* Matéria publicada neste site: 26.06.2007


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