Transgênicos
Tecnologia
sob Questão
No
Brasil, as biotecnologias integram a base produtiva de diversos setores
da economia, os quais representam parte considerável do Produto
Interno Bruto e das exportações. A demanda por inovações
tecnológicas vem sendo fortemente influenciada pela globalização
da economia, dentre elas, a dos organismos geneticamente modificados
OGM, que vêm suscitando em toda a sociedade questionamentos
sobre os riscos à saúde, ao meio ambiente e à
segurança alimentar. Algumas empresas multinacionais justificam
o uso da tecnologia genética em alimentos como capaz de resolver
o problema da fome, garantindo o acesso para todos. Porém,
alimentos industrializados com matéria-prima geneticamente
modificada já estão sendo comercializados no mercado
nacional sem a devida identificação na rotulagem, desrespeitando
o direito de informação do consumidor definido na Lei
nº 8.078/90. A preocupação da sociedade se baseia
na inexistência de conhecimentos científicos sobre os
impactos de curto, médio e longo prazos para o homem e para
o meio ambiente quanto a produção e uso de alimentos
em cujo código genético foi inserido um gene derivado
de um outro ser que naturalmente não se cruzaria. Apesar do
tema vir sendo acompanhado por organizações governamentais
CTN-Bio e Ministérios (da Justiça, da Saúde,
da Ciência e Tecnologia, da Agricultura e Abastecimento e do
Meio Ambiente), a forma de divulgação das informações
a respeito não vem atendendo à expectativa de todos
os segmentos da sociedade. As entidades de nutrição
vêm acompanhando as discussões junto com as demais organizações
comprometidas com as questões relativas à proteção
da saúde, da segurança alimentar e dos riscos ao meio
ambiente relacionados aos transgênicos, com o objetivo de acompanhar
as deliberações normativas quanto ao assunto. Alertamos
para a importância da mobilização do nutricionista
como profissional capacitado a atuar na área do conhecimento
em alimentação e nutrição, corroborando
para a ação urgente de esclarecer e alertar a população,
mantendo sempre uma análise crítica e científica
dos fatos que afetam a qualidade de vida do ser humano.
Fonte:
Conselho Federal de Nutrição