AUTODESCOBRIMENTO E REALIZAÇÃO
Só
conseguiremos nos desenvolver pessoal e, consequentemente, profissionalmente
se conhecermos nosso “perfil”. Afinal, como vamos utilizar
bem um instrumento, seja ele um piano ou um pandeiro, se não
descobrirmos e estudarmos suas características de afinação
e manuseio, para o alcance de um bom resultado? Considerando que no
nosso caso o instrumento citado somos nós mesmos, não
existe qualquer chance de nos realizarmos sem nos conhecermos, devendo
ser ressaltado que quando falamos de realização não
estamos falando apenas do quanto amontoamos em nossas contas bancárias;
estamos, sim, falando de realização pessoal e profissional,
e não da “mecanização” pessoal e
profissional.
Conhecer nossos anseios e sonhos faz toda diferença,
mesmo porque, não adianta trabalharmos por uma causa que não
acreditamos, pois não conseguiremos executar bem, e muito menos
daremos resultado, seja para nós ou para uma empresa. E mesmo
que estejamos ganhando dinheiro, a frustração persistirá
internamente, e na maioria das vezes, intensamente. A busca pelo autoconhecimento,
portanto, passa primeiro pelo “autodescobrimento”, para
que possam ser potencializadas as qualidades, talentos e habilidades,
e desenvolvidos os pontos de limitação ou dificuldade,
mesmo porque todo o funcionamento automático do nosso organismo
se dá sem a participação direta da consciência.
Com as memoráveis contribuições
de Freud, Jung e outros, o inconsciente passou a ser parte da atividade
mental, o que inclui os desejos e aspirações reprimidas,
em razão de não alcançarem a consciência
espontaneamente, haja vista a censura psíquica que muitas vezes
bloqueia o conhecimento de si mesmo. Mas por meios psicoterápicos,
ações em grupos e instituições, redescobrimento
de fatores conflitivos ou traumas que afetam o sistema emocional,
podemos sim, passo a passo, buscar esse autodescobrimento e o equilíbrio
interno (e consquentemente externo) que tanto almejamos.
Muitas vezes é mais cômodo para a maioria
das pessoas submeter-se ao que poderia mudar a benefício próprio,
auto punindo-se, e acreditando merecer a infelicidade, por estarem
acostumados à conduta infantil da premiação ou
castigo, muitos se negam a amadurecer através do conhecimento
de si mesmo e assim dando continuidade aos caprichos do ego e sendo
indiferentes com a própria realização.
Libertando-se dessas imagens deturpadas com relação
a si e a vida, o individuo possui condições de vencer-se,
de ver as dificuldades como trampolim para o autodesenvolvimento e
não um obstáculo. Percebemos que quanto mais consciente
se torna a pessoa, melhor o seu desempenho, pois o pensamento salutar
age como um revitalizante do tônus vital, auxiliando na harmonia
das reações e atitudes cotidianas, porque assim o indivíduo
consegue elaborar os conflitos vivenciados, angústias, ressentimentos
que se não direcionados adequadamente vêm trazer as ditas
doenças psicossomáticas, depressões, síndromes
e transtornos de variados gêneros.
Portanto,
a partir dessa conscientização de que o ser é
responsável pelo seu destino, feliz ou infeliz, passa a compreender
e, portanto delimitar que percurso deseja transcorrer, fazendo a escolha
que melhor lhe apraz rumo a sua realização pessoal e
profissional. •
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Dra.
Alessandra T. C. Máscimo
Psicóloga – CRP 09/2572
Pós Graduada
em Administração de Rh
Especialista em Marketing e Comunicação
Consultora Organizacional, nas áreas de suprimento de pessoal,
treinamento e desenvolvimento.
Psicoterapeuta para Adultos e Grupos específicos de dependência
à nicotina
Mais
informações:
Humani Espaço Integrado
Rua 1124, 99
Setor Marista - Goiânia - GO
Fone: (62) 3941.2461 / 3541.3893
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Matéria
publicada na Revista Classic Life
Edição
nº 15 - INVERNO - 2009
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